jeudi 31 mars 2011

Agora tudo parece fácil.

Há dias, referindo-me aos discursos do Presidente da República, intitulei uma crónica “Dois a Zero”. Hoje o “placard” muda, passa para “Três a Um”, isto é: o Presidente disse às 20h30 o que devia ser dito. Mas neste caso, como num programa sobre o futebol bem conhecido da nossa televisão, os prognósticos foram feitos depois do jogo acabado! Hoje, tudo parece fácil de analisar e a opinião dos comentadores vai ser pela certa convergente na apreciação da intervenção do Pr. Cavaco Silva. A falta de vontade de cooperar com o Governo foi evidente, seria por falta de propostas ou por vontade de ser “Califa no lugar do Califa” * ? Não há dúvida que a confiança entre os partidos do Parlamento evaporou-se (se alguma vez existiu...). Na realidade, a crise que já era grave, agravou-se. As agência de Rating reagiram de imediato, subtraindo níveis a Portugal, e subtraindo-nos a credibilidade. As interpretações da política Governamental pela oposição, traduzem-se no dia a dia por declarações bombásticas que por certo ainda vão agravar mais a situação. A nossa História sabe que os Portugueses têm capacidade para reagir, sabem fazer das tripas coração e o Presidente da República faz apelo a isso. Anuncia que os tempos vão continuar a ser muito duros, fala verdade, mas também pede aos partidos políticos (todos) para falarem verdade por sua vez, para serem responsáveis, para encontrarem soluções em conjunto, porque se trata agora de salvar o País! Pena foi que não tenha feito estas recomendações antes, de tal modo são razoáveis! Também anuncia as eleições para cinco de Junho, data que convém a todos os partidos, pois todos querem dar voz ao Povo rapidamente, isto é Democracia. Enfim todos de acordo! Diz também o Pr. Cavaco Silva que o Governo deve assegurar a gestão do Estado até às eleições, tanto dentro como fora do País. Certo, é lógico, mas atenção à diferença entre um Governo de gestão e um Governo em plena actividade, ainda que minoritário. Antes do “chumbo” do PEC IV o Governo tinha a confiança necessária para negociar; hoje depois do “chumbo”, não está impedido do o fazer, mas o Parlamento tirou-lhe a credibilidade ou seja, a capacidade negocial. Hoje as responsabilidades mudaram de dono!

Dentro de trinta e cinco dias à saída das urnas, vamos saber quem é que vai ocupar a liderança do País e como é que se vai atingir o consenso entre os partidos. Até agora, só o (tão criticado) PS tem tido um programa para governar, a oposição discorda sempre, cada um por razões que são próprias às suas ideologias historicamente e constantemente inaplicáveis. Mesmo sendo optimista fico à espera de respostas: Será que para o futuro as atitudes vão mudar? Será que os Portugueses, sacrificadas e chorosas vítimas de tanta crise irão votar desta vez? Ou vão guardar a energia para votar nas eleições dos seus clubes de futebol favoritos quando ocasião se apresentar?

Por Aurélio Pinto, 31/03/2011, para o Lusojornal

* - Iznogoud (banda desenhada), de Goscinny e Tabary

samedi 26 mars 2011

Assembleia Eleitoral da Secção de Paris

A Secção do Partido Socialista Português de Paris, à imagem do que se passou em Portugal, reuniu-se em Assembleia Eleitoral nos locais habituais de reunião na rua François Miron , n°70 em Paris IV.
A fraca participação dos militantes neste acto eleitoral (25%) não impediu a recondução de Aurélio Pinto no cargo de Secretário Coordenador (ver lista integral do Secretariado em anexo) nem a dos dois delegados da sua lista que irão representar a Secção em Abril (8, 9 e 10) no Congresso do Partido.
A grande maioria dos votos par eleger o Secretário Geral do Partido foram para José Sócrates (80% dos votos), tendo também o candidato Fonseca Ferreira sido, embora modestamente, votado (20% dos votos).
Manuela Augusto levou a preferência das Mulheres Socialistas de Paris, tanto para Presidente como na Comissão Política.
No Domingo 27 de Março a Secção reúne-se com o Deputado e Director do Partido Socialista para as Comunidades Paulo Pisco, para fazer o ponto da situação política de Portugal. Esta reunião será seguida por um almoço de confraternização em Paris.
A Próxima reunião da secção de Paris terá lugar, segundo a sua agenda anual, no dia 14 de Abril nos locais habituais.
Aurélio Pinto, Secretário Coordenador da Secção do PS Português de Paris.

Lista do Secretariado eleito a 26/03/2011

1) Aurélio Pinto......................Secretário Coordenador
2) Fernando Silva.................. Secretário
3) Maria Fernanda Pinto...... Tesoureira
4) José Vieira......................... Vice Tesoureiro
5) Manuel Santos Jorge......... 1° Vogal
6) António Ginja ....................2° Vogal
7) José Rocha.......................... 3° Vogal
8) Hermano Sanches.............. 4° Vogal
9) António Oliveira................. 5° Vogal

Suplentes:

10) Benjamin Marques
11) Stéphane Alves Silva

Mesa da Assembleia:

1) Gracinda Maranhão
2) Teresa Rebelo
3) Hugo Ferraz

Suplentes:

1) Rafael Vilaça

Para mais informações pode consultar o BLOG :
http://psportuguesparis.blogspot.com/
Aurélio Pinto

jeudi 24 mars 2011

Quando as moscas mudam de burro...

É sempre assim, quando o calor aperta aparecem logo as moscas e como elas sabem muito bem (deve ser genético), há que aproveitar a mais pequena porcaria para se manterem vivas, progredir a grande velocidade, ziguezagueando sem destino à procura de outra porcaria qualquer. As moscas são muito activas, sempre numa grande azáfama, zumbem, algumas até picam e vão enchendo a paisagem de cagadelas difíceis de limpar.
O nosso lindo país por ser quente, tem a grande reputação de ser o paraíso das moscas. Os burros são grandes vítimas de tamanha praga, não por serem burros, mas porque se preocupam só em fazer o que lhes compete, segundo a opinião e a boa vontade dos donos, sem ter grandes meios para as enxotar. Mas há muitos mais animais que as atraem, quase todos os que têm quatro patas por exemplo, mais ou menos porcos, ou os porcos; também os bípedes são excelentes alvos predestinados a tais insectos, basta que transpirem um pouco e lá vêm elas..., algumas indústrias sujas, alguns sujos mesmo sem indústrias. Apesar de diferentes venenos, armadilhas, mata-moscas, elas andam sempre por aí.
Mesmo quando mudam de burro a merda é a mesma!
Não há corrente de ar que as leve!
Só talvez quando se puser em prática o provérbio cigano que diz: “não mates as moscas, limpa a porcaria que as atraí”!
Sentido da história (?) :
Se transpusermos esta história para a espécie humana neste momento em Portugal, pois é das moscas de lá que se trata, podemos colocar várias questões; deixo-as aos nossos leitores para que cada um reflicta sobre as respostas, por exemplo:
Quem são as moscas?
Quem são os burros?
E os outros animais?
E as indústrias sujas?
E os sujos sem indústrias?
Quem é que vai ter de limpar a porcaria que eles deixam?
Serão um dia extermináveis as moscas da nossa terra?
Os ciganos têm razão com o provérbio deles?
Moral da história (se assim se pode dizer...):
Enquanto durarem as moscas, quem vai ficar na merda são os portugueses!

Por Aurélio Pinto, para o Lusojornal, 24/03/2011

vendredi 18 mars 2011

GERAÇÃO À RASCA?

Chegou-me por e-mail, não sei quem escreveu, mas vale a pena ser lido !
Aurélio pinto

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego,... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer coisa Iphones ou Pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades/características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estão à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.

jeudi 10 mars 2011

Bater palmas ao Presidente

Ontem eu teria gostado de bater palmas ao Presidente do meu país. Mas quem me apareceu a tomar posse do cargo foi um chefe de partido de oposição, usando um discurso populista e apelando à insurreição cívica. Em vez de unir os portugueses, incitou uns contra os outros. E, como os treinadores de bancada, falou mal do árbitro.
In Facebook, Luiz Fagundes Duarte, Deputado Socialista, 09/03/2011

mercredi 9 mars 2011

Dois a Zero

Podem dizer os que maldizem, que eu estava psicologicamente preparado para apreciar o primeiro discurso oficial do novo (!) Presidente da nossa República, como apreciei o último, do candidato eleito Cavaco Silva; mas não!
Incentivo sempre cada cidadão a votar, implicitamente, respeito o resultado dos votos.
Não gostei do discurso após as eleições porque não o achei digno do alto cargo para que acabava de ser eleito e porque foi um discurso de divisão. Não foi um discurso de um Presidente de todos os Portugueses!

No discurso de tomada de posse hoje, o Presidente da República fez uma análise da situação do País, bastante correcta em termos de diagnóstico, sem dúvida. Falou na necessidade de união, em esforço colectivo, em proteger os desfavorecidos, e citou o extraordinário espírito de solidariedade (?) dos portugueses. Fê-lo num período de referência de dez anos mas, esqueceu-se de lembrar que durante esses dez anos também teve responsabilidades. Esqueceu-se ainda que a crise que nos afecta também afectou todos os países do Mundo!
Pena foi não ter tido tais propósitos durante a campanha eleitoral... ter-se-á esquecido ? ou será porque aí era preciso preservar votos?
Hoje o Presidente de todos os Portugueses fez um discurso de propaganda das ideia do seu partido. Criticou tudo o que tem sido feito pelo Governo, mas não falou de soluções, deu certificados de incompetência, de falta de conhecimento do terreno, de falta de integridade na distribuição de cargos, em suma foi o Presidente de todos os portugueses de... direita!
E para coroar o conjunto da alocução, afirmou que só os jovens podem ajudar o país a ultrapassar as dificuldades, só eles podem apagar o desaire dos últimos dez anos, certamente com a experiência adquirida e graças ao conhecimento da vida real e do terreno, exortando-os a “sonhar mais alto” (que bonito) e a ir para a rua dizer o que pensam! Calha bem no Sábado está prevista uma manifestação de jovens!
Hoje o Presidente tomou partido, dividiu. Foi por isso que não gostei do discurso.
Eu bem sei que não traduzo a opinião de todos os portugueses, nem do meu partido, mas digo o que penso e ninguém tem nada que agradecer.
Aurélio Pinto, 09/03/2011 - 18h

“Sete cães a um osso”

O tempo passa e tudo recomeça, assim é a vida e assim é a vida dos políticos de Portugal.
Qual crise, qual carapuça, diz a opinião, o que se tem feito para melhorar a situação de Portugal não conta! Está tudo mal; para escorar tais afirmações põe-se em evidência tudo o que soa mal: famílias sem direito a pensões, cortes nos ordenados, a senhora que deu à luz na ambulância, as escolas que fecham, urgências dos hospitais que deixam de funcionar e por aí fora, sem falar nos pobres professores que até passaram a ser avaliados...
Pois claro, tudo isto existe, tudo isto é triste...mas é um fado necessário! A crise caiu-nos em cima, algumas imprevidências fizeram que a maior parte dos portugueses tenha sido surpreendida por ela. Surpreendidos e enganados. Quem é que lançou as campanhas de vendas de carros ou casas a prestações sem se preocupar se os clientes tinham realmente meios para pagar as dívidas contraídas? O Partido Socialista? O engenheiro Sócrates ? O que é que foi feito nos últimos vinte anos para preparar os cidadãos a enfrentar o futuro? Para ajudar as empresas a produzir mais e melhor e a encontrar o seu lugar no tão cobiçado mercado global? Quem é que governou Portugal durante todo esse tempo? O engenheiro Sócrates?
Que cada um tenha a coragem de admitir que gastou mais do que o que devia ter gasto durante anos a fio e a crise será mais fácil de compreender. Será também mais fácil de compreender que estas acções e atitudes foram também prejudiciais para aqueles que tendo menos meios, se encontram em posição mais desfavorável. De alguns anos a esta data o Primeiro Ministro têm tomado iniciativas extremamente corajosas (as tais que cito acima), pois difíceis de suportar por todos aqueles que são atingidos. Ninguém gosta de perder meios nem privilégios, nem mesmo de ser avaliado... mas quando isso reverte positivamente a favor da maioria, santa paciência, há que compreender o esforço pedido.
As maternidades que fecham, as urgências que mudam de local, as escolas que são substituídas ou reagrupadas; é claro que estorva alguns, mas beneficia muitos mais, custa mais barato, é melhor e acaba até por ser financeiramente melhor para todos.
Admito que tudo o que este Governo tem feito merecia ter sido mais bem explicado aos portugueses (de onde virá esta tendência dos governantes a não explicar claramente o que fazem ? ), mas estou certo que sem as corajosas medidas tomadas, a situação seria hoje muito pior!
Governar hoje é difícil, sem dúvida. Criticar é muito mais fácil! Diz-se mal do que está feito, mas nunca ninguém conseguiu melhor. Cada partido cada sentença, estão todos à espera do erro fatal que possa fazer cair o Governo (?), ou... oxalá não caia senão alguém tem de assumir e isso é mais complicado de que criticar! Os que nunca governarão por falta de estofo político (e de votos) apresentam soluções, ou moções (o ridículo não mata) do arco da velha, inaplicáveis mas altamente apregoadas! Os que já governaram e também já foram sancionados pelo mau trabalho feito (o que obviamente fazem por esquecer...) dizem-se prontos a recomeçar, e lá vão avançando... em marcha a traz.
Enfim, “sete cães a um osso”, mas que osso duro de roer!
Haverá na realidade quem tenha “dentes” para tal? Ou será “mais olhos que barriga”?
In Lusojornal, por Aurélio Pinto