vendredi 30 décembre 2011

ALERTA CONTRA OS NAZISTAS E O RACISMO QUE ESTÃO DE VOLTA

França, 30 de Dezembro de 2011 - A situação dramática devida à crise financeira, na qual vivem os povos, e as nações do mundo, estão infelizmente a dar asas a todos os fascista e nazis em certos países do globo, pondo sériamente em risco a liberdade de cada um de nós.
Se alerto não é para amedrontar seja quem for, mas é uma realidade, que os esbirros, do fascismo e do Salazarismo, começam a invadirem o pe
nsar de muitos dos cidadãos europeus, e a tela Internet abunda de sites dedicados a essas apologias racistas, xenófobas e anti comunistas, tendendo a fazer acreditar a ideia que os comunistas atuais, seriam os mesmos pro-estalinianos que viviam à meio século atrás.
Em tanto que jornalista, em permanência sobre o terreno da informação, sei dar o valor a todos aqueles que lutam por uma outro humanismo, social, económico e de liberdade, em direção de seja qual for o cidadão que esse seja pobre ou rico.
E no meu ponto de vista, a República, e o pensar republicano, entende que se deve dar aos cidadãos de seja qual for o país - o necessário em termos de educação, de cultura, de habitação e de trabalho - . Mas a República, exige também da parte de cada cidadão, que se mobilize (quando e mobiliza!?) não somente em dia de eleições, e vê votar por quem ele quiser, mas que vá votar, nem que seja para o padre da paróquia.
A defesa da democracia, da República, e dos valores republicanos, exige também de cada um dos cidadãos, que esses todos os dias estejam prontos a defenderem os seus direitos, as suas liberdades, e maneiras de pensar e atuar.
A recente crise, e a incompetência política de certos dirigentes, faz com as nossas democracias, estejam em perigo iminente !

Para confirmar tal, basta ler os comentários tidos no (Fórum Ideologias), por certos cidadãos (talvez os esbirros do Salazarismo!?), ignorantes, e odiosos, contra a gente pobre, contra pessoas originarias de África e Timor, em apontando como sendo os estrangeiros o mal das nossas sociedades europeias, e tendo na mente que esses não seriam tão homens e inteligentes como os da raça branca .
Esta maneira de atuar, é mais que condenável e deve ser combatida com as armas da democracia.
Porque se é verdade que em Portugal, o governo chefiado por Passos Coelho e o Portas, isso não quer dizer que os membros dessas organizações (PSD)estejam de acordo com a política posta em prática por aqueles que dirigem Portugal.

O mesmo não seria o caso de um certo partido (CDS/PP) que são os “filhos diretos do Salazarismo”, à qual deram uma cara democrática, mas que nos dirigem direito para um terreno político, destruidor dos valores republicanos, de justiça social, de trabalho e de cultura.
Quando observo os comentários tidos por estes “esbirros do fascismo”português(es) que banalizam as ideologias fascistas e Salazaristas, em certos fórums, devo dizer que sinto pelo corpo aqueles suores frios e uma repugnância total contra essas teorias, que esses mesmos esqueceram que ocasionaram milhões de mortos durante a segunda guerra mundial.

Mataram e destruíram famílias portuguesa, espanholas e italianas, quando Salazares, Francos e Mussolinis, estiveram à frentes dos nossos países.
Além do mais, responsabilizar os comunistas, pelas problemáticas vividas nos países da Europa, e nomeadamente em Portugal, é enganar a gente portuguesa.
Porque que eu saiba depois do 25 de Abril, o PCP, nunca foi maioria nem governo em Portugal, nem sequer em nenhum país da Europa em termos de designação pelos eleitores em eleições – mas talvez esteja errado !

O que ressinto é que há uma certa gente portuguesa, que apropriando-se das incertezas económicas e políticas que se conhecem em Portugal, estão a se mobilizar para fazerem crer que os seus partidos (FN em França, franquistas em Espanha, MSI, na Itália, e PFN em Portugal), seriam a solução às nossas problemáticas económicas sociais e políticas.
A verdade é que estas opções políticas simplistas, anti republicanas, anti-comunistas, anti sociais, seriam trinta vezes piores que um governo dirigido por um governo da “dita” direita, como é no caso de Portugal, e de Passos Coelho.

Por isso é do meu dever de jornalista de informar os portugueses, os democratas e os anti-fascista e anti-salazaristas, que o terreno da democracia em Portugal está a ser minado por ideologias e apologias, racistas e fascistas que podem a todo o momento meter em perigo a nossa(s) democracias.
Ainda ano meu ponto de vista, o governo eleito em Portugal, as organizações políticas republicanas, as associações diversas e variadas, os autarcas e vereadores das Câmaras e freguesias. Os médias e a imprensa em geral, deveriam denunciar e alertar contra estas derivas do nazismo, e da apologia racial, mesmo se essa ainda é apenas uma minoria, mas minoria ativa, criminal e perigosa para o país e as liberdades de cada um dos cidadãos, porque está a envenenar a consciência daqueles portugueses que estão em situação de fragilidade social e económica.
Antonio Dias

mercredi 14 décembre 2011

Alguma vez o Primeiro ministro terá razão

Acabo de ler no Económico do dia 4/12/2011 um artigo que transcreve algumas afirmações e considerações do Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho, intitulado: “Crise portuguesa não é culpa de Sarkozy ou Merkel”, que começa dizendo que “Passos Coelho defende um Governo económico europeu e retira culpas a Merkel e Sarkozy no caso português” e que afirmou hoje, no Porto, que a crise portuguesa “não é culpa do senhor Sarkozy ou da senhora Merkel”, apoiando os dois líderes europeus “na defesa de um reforço da liderança económica europeia”.

Passos Coelho acha natural que os países “indisciplinados que colocam em risco outros”, entendam que os mais ricos que emprestam dinheiro exijam garantias. Nada disto me choca. Não me surpreende também que o Primeiro Ministro afirme que em Portugal, quem tem a culpa da crise não é Merkel nem Sarkozy, mas sim quem conduziu Portugal até aqui. Não me admira a lição de moral, ao dizer que “era bom que, aqueles que contribuíram por acção ou omissão para esta dívida e esta ilusão, tivessem a humildade de reconhecer que a culpa do que se está a passar em Portugal não é do senhor Sarkozy, nem da senhora Merkel nem da Europa”. Concluindo que “foi de todos quantos prosseguiram um modelo de desenvolvimento que não era realista nem ajustado nem justo”. Até parece à primeira vista que o Senhor Primeiro Ministro tem razão, falta no entanto clarificar um pouco o seu discurso. Se a culpa é do “modelo de desenvolvimento” também é da Europa e mesmo de muito mais longe, pois o modelo vivido nestes últimos anos, nomeadamente desde 2008, não é Português mas sim universal. Quanto aos líderes da França e da Alemanha, como os outros líderes, têm culpa de: primeiro terem aplicado o modelo que “não era realista, nem ajustado, nem justo”, causador de consequências desastrosas para milhões de Europeus; depois porque desde o início da crise levaram mais que tempo a propor soluções, refiro-me aqui às culpas de Merkel e Sarkozy, os outros têm culpa de não terem feito nada para emendar os erros... Para ficarmos ainda mais esclarecidos gostava de saber a quem se refere o Dr. Passos Coelho quando fala de “quem conduziu Portugal até aqui”. Será do seu predecessor? Ou dos seus predecessores? A segunda hipótese parece-me a boa, pois convém que ninguém esqueça quem governou Portugal de há vinte anos a esta data. Para memória:

Primeiros Ministros:

1985-1995, Dr. Cavaco Silva; 1995- 2001, Dr. Durão Barroso e Dr. Santana Lopes;

Presidente da República:

2006-2011, Dr. Cavaco Silva.

Se atendermos que o melhor período de crescimento, foi no Governo socialista de António Guterres (1995 a 1999) e que na governação Sócrates a situação só se agravou em 2008 com o despoletar da crise mundial. Parece-me que a recomendação da humildade tem de ser muito bem reflectida para evitar o ridículo.
Já não estamos em campanha eleitoral!

In Lusojornal du 14/12/2012, por Aurélio Pinto