Em Portugal para afastar os ciganos os comerciantes põem rãs nas montras, as senhoras nas malas de mão. Mas pelo menos o Governo não expulsa ninguém.
Na Xarkolandia, como segundo o chefe supremo a crise já acabou, mandam-se o ciganos para casa (mesmo sendo europeus...) em aviões completos. Aqui trocam-se Roms por votos, é a nova fraternidade! Já soma mais de 1300 “des-integrados”
“Raios partós sapos”!
Quando algo me surpreende e me dá vontade de reagir, escrevo! O desabafo alivia e partilhar com os outros acaba sempre por abrir portas que dão para horizontes mais largos.
mercredi 25 août 2010
samedi 21 août 2010
Resposta a Carlos Narciso, entrevistado por Patrícia Neves a 7 de Julho de 2010
Meu caro,
Os Portugueses de França são como os outros. Vieram para melhorar a vida e globalmente conseguiram; os seus filhos evoluíram bastante bem porque como os pais encontraram condições para isso. Mas quando digo melhorar a vida não me limito aos que queriam enriquecer (novos ricos há também em Portugal aos montes), mas englobo aqueles que estavam privados de liberdade e os que queriam evoluir culturalmente.
Querer fazer um retrato dos emigrantes da França ou de outro lado é inútil, basta observar os familiares que ficaram na terra. São os mesmos, com meios diferentes e horizontes mais curtos... mas muito convencidos.
Cordialmente.
Os Portugueses de França são como os outros. Vieram para melhorar a vida e globalmente conseguiram; os seus filhos evoluíram bastante bem porque como os pais encontraram condições para isso. Mas quando digo melhorar a vida não me limito aos que queriam enriquecer (novos ricos há também em Portugal aos montes), mas englobo aqueles que estavam privados de liberdade e os que queriam evoluir culturalmente.
Querer fazer um retrato dos emigrantes da França ou de outro lado é inútil, basta observar os familiares que ficaram na terra. São os mesmos, com meios diferentes e horizontes mais curtos... mas muito convencidos.
Cordialmente.
Conselho das Comunidades Portuguesas
A história de que me lembro
Há bastantes anos foi criado o primeiro grupo de conselheiros das comunidades, que tinha já como objectivo ajudar o Governo, informando-o dos factos importantes que preocupavam as Comunidades ou sugerindo soluções para os problemas existentes.
Esse grupo contava um certo número de Conselheiros escolhidos pelo Governo entre residentes dos países que representariam.
Depois de vividas várias situações de incompreensão e conflito, o que conduziu à demissão de alguns Conselheiros (alguns homens de grande vulto comunitário), o Conselho das Comunidades cessou a sua actividade.
Mais tarde, aquando a responsabilidade da Secretaria de Estado das Comunidades estava a cargo do socialista José Lello, resolveu este relançar a mesma estrutura, mas desta vez criando-a por intermédio de eleições a realizar nas Comunidades. Foi-me por ele pedida opinião sobre o empreendimento, fui claro: “vai ser um sarilho pois não há gente de qualidade interessada por tal cargo e será um pódio para quem o quiser atacar, ou o PS ou o Governo. Para além disso é factor de divisão das Comunidades por razões pessoais ou políticas e ainda por cima sai caro ao País; a única coisa positiva é que introduz eleições para os emigrantes”. José Lello retorquiu-me que não fazia mal, pois assim ficaria a conhecer os seus inimigos, o que aliás se revelou rapidamente exacto.
Também nessa altura eu e outros membros da comunidade manifestaram o interesse de um maior número de Deputados, o que na nossa opinião seria muito mais pragmático que Conselheiros sem “voz activa” na Assembleia.
Mas como não era essa a opção, para Conselheiros apresentaram-se então várias listas associativo-políticas, mais ou menos declaradas em todo o Mundo Comunitário. As eleições foram democráticas e os Conselheiros em França foram eleitos por 0,04% dos portugueses aqui residentes, isto é: menos de 3200 emigrantes elegeram os Conselheiros que deveriam representar todos os portugueses de França!
Eu tive a sorte de ter de me excluir da lista que encabeçava por... ter perdido a nacionalidade portuguesa. Há males que vêm por bem, no Consulado de Paris, alguns “amigos que me queriam bem” entenderam que por eu ter adquirido a nacionalidade francesa não me podia apresentar a essa eleição. Toma! Pois bem, dei o lugar ao segundo da lista que foi eleito, bem como o terceiro, que mais tarde foi o presidente do CCP e que até teve medalha do Presidente da República e tudo. Eu era o presidente da Coordenação das Colectividades Portuguesas de França, o segundo era um dos vice presidentes e o terceiro era o Director executivo, empregado da estrutura, grande conhecedor da Comunidade e militante confirmado, diga-se em abono da verdade.
Os sarilhos e desavenças políticas surgiram, a despesa foi aumentando, muito foi dito pouco foi feito; entre esperas e desorganizações foram-se fazendo dezenas de viagens, alguns compatriotas andaram a “cantar de galo”, mostrando-se a todas as janelas.
Não vislumbrei grande obra feita pelos Conselheiros das comunidades.
“ Vão falando que o vosso falar tem graça”, mas nada de concreto.
Aquilo que se passa agora
Na sua versão mais recente, esta estrutura recebeu na sua composição 10 Conselheiros nomeados. Não percebo a razão e não concordo com o método.
Depois das últimas eleições e nomeações ainda não me apercebi que algo tenha mudado nas comunidades ou que para lá caminhe!
É claro que a opinião que dei ao camarada José Lello não mudou nada desde então, pelo contrário, reforçou-se, com apoio na observação das (não) realizações do CCP.
Para explicar de maneira mais clara a minha opinião, devo dizer que não entendo que um certo número de indivíduos, muitas vezes sem bases suficientes para representar seja quem for, eleitos por tão poucos, sem possibilidade de levar as eventuais sugestões à Assembleia da República, possa representar um terço dos cidadãos de Portugal.
Quanto a mim, os Conselheiros das Comunidades, são uma simplificação depreciativa da maneira de governar aqueles que tiveram de abandonar o País por lá não haver condições normais de vida.
É por estas razões que entendo, que só um número equilibrado (seguramente muito superior ao actual) de Deputados, em representação dos diferentes círculos de emigração, pode ser útil a Portugal e às populações emigradas. Na condição porém, que, contrariamente ao que acontece hoje, esses Deputados sejam originários dos círculos que representem (como os Conselheiros).
Conselheiros Consulares
Trata-se de uma estrutura acabada de inventar, que no âmbito actual me parece desnecessária, duplicada e incoerente; será que os Conselheiros eleitos não chegam? Nesse caso seria necessário eleger um maior número.
A razão prende-se com o facto de se tratar de pessoas idóneas com uma forte experiência da região que representam, à priori os Conselheiro do CCP também... e são vizinhos!
Os Conselheiros Consulares, quanto a mim devem ser os funcionários consulares que se ocupam dos vários aspectos da vida comunitária: associativa, cultural, social económica etc...
Devendo esses ser também pessoas oriundas da comunidade, com conhecimentos comprovados nas diferentes áreas e com contratos de trabalho assegurando a estabilidade do posto.
Uma só pergunta: quem é que em Portugal percebe alguma coisa do que se passa nas comunidades?
...Ou duas: A quem é que isso interessa?
Há bastantes anos foi criado o primeiro grupo de conselheiros das comunidades, que tinha já como objectivo ajudar o Governo, informando-o dos factos importantes que preocupavam as Comunidades ou sugerindo soluções para os problemas existentes.
Esse grupo contava um certo número de Conselheiros escolhidos pelo Governo entre residentes dos países que representariam.
Depois de vividas várias situações de incompreensão e conflito, o que conduziu à demissão de alguns Conselheiros (alguns homens de grande vulto comunitário), o Conselho das Comunidades cessou a sua actividade.
Mais tarde, aquando a responsabilidade da Secretaria de Estado das Comunidades estava a cargo do socialista José Lello, resolveu este relançar a mesma estrutura, mas desta vez criando-a por intermédio de eleições a realizar nas Comunidades. Foi-me por ele pedida opinião sobre o empreendimento, fui claro: “vai ser um sarilho pois não há gente de qualidade interessada por tal cargo e será um pódio para quem o quiser atacar, ou o PS ou o Governo. Para além disso é factor de divisão das Comunidades por razões pessoais ou políticas e ainda por cima sai caro ao País; a única coisa positiva é que introduz eleições para os emigrantes”. José Lello retorquiu-me que não fazia mal, pois assim ficaria a conhecer os seus inimigos, o que aliás se revelou rapidamente exacto.
Também nessa altura eu e outros membros da comunidade manifestaram o interesse de um maior número de Deputados, o que na nossa opinião seria muito mais pragmático que Conselheiros sem “voz activa” na Assembleia.
Mas como não era essa a opção, para Conselheiros apresentaram-se então várias listas associativo-políticas, mais ou menos declaradas em todo o Mundo Comunitário. As eleições foram democráticas e os Conselheiros em França foram eleitos por 0,04% dos portugueses aqui residentes, isto é: menos de 3200 emigrantes elegeram os Conselheiros que deveriam representar todos os portugueses de França!
Eu tive a sorte de ter de me excluir da lista que encabeçava por... ter perdido a nacionalidade portuguesa. Há males que vêm por bem, no Consulado de Paris, alguns “amigos que me queriam bem” entenderam que por eu ter adquirido a nacionalidade francesa não me podia apresentar a essa eleição. Toma! Pois bem, dei o lugar ao segundo da lista que foi eleito, bem como o terceiro, que mais tarde foi o presidente do CCP e que até teve medalha do Presidente da República e tudo. Eu era o presidente da Coordenação das Colectividades Portuguesas de França, o segundo era um dos vice presidentes e o terceiro era o Director executivo, empregado da estrutura, grande conhecedor da Comunidade e militante confirmado, diga-se em abono da verdade.
Os sarilhos e desavenças políticas surgiram, a despesa foi aumentando, muito foi dito pouco foi feito; entre esperas e desorganizações foram-se fazendo dezenas de viagens, alguns compatriotas andaram a “cantar de galo”, mostrando-se a todas as janelas.
Não vislumbrei grande obra feita pelos Conselheiros das comunidades.
“ Vão falando que o vosso falar tem graça”, mas nada de concreto.
Aquilo que se passa agora
Na sua versão mais recente, esta estrutura recebeu na sua composição 10 Conselheiros nomeados. Não percebo a razão e não concordo com o método.
Depois das últimas eleições e nomeações ainda não me apercebi que algo tenha mudado nas comunidades ou que para lá caminhe!
É claro que a opinião que dei ao camarada José Lello não mudou nada desde então, pelo contrário, reforçou-se, com apoio na observação das (não) realizações do CCP.
Para explicar de maneira mais clara a minha opinião, devo dizer que não entendo que um certo número de indivíduos, muitas vezes sem bases suficientes para representar seja quem for, eleitos por tão poucos, sem possibilidade de levar as eventuais sugestões à Assembleia da República, possa representar um terço dos cidadãos de Portugal.
Quanto a mim, os Conselheiros das Comunidades, são uma simplificação depreciativa da maneira de governar aqueles que tiveram de abandonar o País por lá não haver condições normais de vida.
É por estas razões que entendo, que só um número equilibrado (seguramente muito superior ao actual) de Deputados, em representação dos diferentes círculos de emigração, pode ser útil a Portugal e às populações emigradas. Na condição porém, que, contrariamente ao que acontece hoje, esses Deputados sejam originários dos círculos que representem (como os Conselheiros).
Conselheiros Consulares
Trata-se de uma estrutura acabada de inventar, que no âmbito actual me parece desnecessária, duplicada e incoerente; será que os Conselheiros eleitos não chegam? Nesse caso seria necessário eleger um maior número.
A razão prende-se com o facto de se tratar de pessoas idóneas com uma forte experiência da região que representam, à priori os Conselheiro do CCP também... e são vizinhos!
Os Conselheiros Consulares, quanto a mim devem ser os funcionários consulares que se ocupam dos vários aspectos da vida comunitária: associativa, cultural, social económica etc...
Devendo esses ser também pessoas oriundas da comunidade, com conhecimentos comprovados nas diferentes áreas e com contratos de trabalho assegurando a estabilidade do posto.
Uma só pergunta: quem é que em Portugal percebe alguma coisa do que se passa nas comunidades?
...Ou duas: A quem é que isso interessa?
Conselho das Comunidades Portuguesas
A história de que me lembro
Há bastantes anos foi criado o primeiro grupo de conselheiros das comunidades, que tinha já como objectivo ajudar o Governo, informando-o dos factos importantes que preocupavam as Comunidades ou sugerindo soluções para os problemas existentes.
Esse grupo contava um certo número de Conselheiros escolhidos pelo Governo entre residentes dos países que representariam.
Depois de vividas várias situações de incompreensão e conflito, o que conduziu à demissão de alguns Conselheiros (alguns homens de grande vulto comunitário), o Conselho das Comunidades cessou a sua actividade.
Mais tarde, aquando a responsabilidade da Secretaria de Estado das Comunidades estava a cargo do socialista José Lello, resolveu este relançar a mesma estrutura, mas desta vez criando-a por intermédio de eleições a realizar nas Comunidades. Foi-me por ele pedida opinião sobre o empreendimento, fui claro: “vai ser um sarilho pois não há gente de qualidade interessada por tal cargo e será um pódio para quem o quiser atacar, ou o PS ou o Governo. Para além disso é factor de divisão das Comunidades por razões pessoais ou políticas e ainda por cima sai caro ao País; a única coisa positiva é que introduz eleições para os emigrantes”. José Lello retorquiu-me que não fazia mal, pois assim ficaria a conhecer os seus inimigos, o que aliás se revelou rapidamente exacto.
Também nessa altura eu e outros membros da comunidade manifestaram o interesse de um maior número de Deputados, o que na nossa opinião seria muito mais pragmático que Conselheiros sem “voz activa” na Assembleia.
Mas como não era essa a opção, para Conselheiros apresentaram-se então várias listas associativo-políticas, mais ou menos declaradas em todo o Mundo Comunitário. As eleições foram democráticas e os Conselheiros em França foram eleitos por 0,04% dos portugueses aqui residentes, isto é: menos de 3200 emigrantes elegeram os Conselheiros que deveriam representar todos os portugueses de França!
Eu tive a sorte de ter de me excluir da lista que encabeçava por... ter perdido a nacionalidade portuguesa. Há males que vêm por bem, no Consulado de Paris, alguns “amigos que me queriam bem” entenderam que por eu ter adquirido a nacionalidade francesa não me podia apresentar a essa eleição. Toma! Pois bem, dei o lugar ao segundo da lista que foi eleito, bem como o terceiro, que mais tarde foi o presidente do CCP e que até teve medalha do Presidente da República e tudo. Eu era o presidente da Coordenação das Colectividades Portuguesas de França, o segundo era um dos vice presidentes e o terceiro era o Director executivo, empregado da estrutura, grande conhecedor da Comunidade e militante confirmado, diga-se em abono da verdade.
Os sarilhos e desavenças políticas surgiram, a despesa foi aumentando, muito foi dito pouco foi feito; entre esperas e desorganizações foram-se fazendo dezenas de viagens, alguns compatriotas andaram a “cantar de galo”, mostrando-se a todas as janelas.
Não vislumbrei grande obra feita pelos Conselheiros das comunidades.
“ Vão falando que o vosso falar tem graça”, mas nada de concreto.
Aquilo que se passa agora:
Na sua versão mais recente, esta estrutura recebeu na sua composição 10 Conselheiros nomeados. Não percebo a razão e não concordo com o método.
Depois das últimas eleições e nomeações ainda não me apercebi que algo tenha mudado nas comunidades ou que para lá caminhe!
É claro que a opinião que dei ao camarada José Lello não mudou nada desde então, pelo contrário, reforçou-se, com apoio na observação das (não) realizações do CCP.
Para explicar de maneira mais clara a minha opinião, devo dizer que não entendo que um certo número de indivíduos, muitas vezes sem bases suficientes para representar seja quem for, eleitos por tão poucos, sem possibilidade de levar as eventuais sugestões à Assembleia da República, possa representar um terço dos cidadãos de Portugal.
Quanto a mim, os Conselheiros das Comunidades, são uma simplificação depreciativa da maneira de governar aqueles que tiveram de abandonar o País por lá não haver condições normais de vida.
É por estas razões que entendo, que só um número equilibrado (seguramente muito superior ao actual) de Deputados, em representação dos diferentes círculos de emigração, pode ser útil a Portugal e às populações emigradas. Na condição porém, que, contrariamente ao que acontece hoje, esses Deputados sejam originários dos círculos que representem (como os Conselheiros).
Conselheiros Consulares:
Trata-se de uma estrutura acabada de inventar, que no âmbito actual me parece desnecessária, duplicada e incoerente; será que os Conselheiros eleitos não chegam? Nesse caso seria necessário eleger um maior número.
A razão prende-se com o facto de se tratar de pessoas idóneas com uma forte experiência da região que representam, à priori os Conselheiro do CCP também... e são vizinhos!
Os Conselheiros Consulares, quanto a mim devem ser os funcionários consulares que se ocupam dos vários aspectos da vida comunitária: associativa, cultural, social económica etc...
Devendo esses ser também pessoas oriundas da comunidade, com conhecimentos comprovados nas diferentes áreas e com contratos de trabalho assegurando a estabilidade do posto.
Uma só pergunta: quem é que em Portugal percebe alguma coisa do que se passa nas comunidades?
...Ou duas: A quem é que isso interessa?
Há bastantes anos foi criado o primeiro grupo de conselheiros das comunidades, que tinha já como objectivo ajudar o Governo, informando-o dos factos importantes que preocupavam as Comunidades ou sugerindo soluções para os problemas existentes.
Esse grupo contava um certo número de Conselheiros escolhidos pelo Governo entre residentes dos países que representariam.
Depois de vividas várias situações de incompreensão e conflito, o que conduziu à demissão de alguns Conselheiros (alguns homens de grande vulto comunitário), o Conselho das Comunidades cessou a sua actividade.
Mais tarde, aquando a responsabilidade da Secretaria de Estado das Comunidades estava a cargo do socialista José Lello, resolveu este relançar a mesma estrutura, mas desta vez criando-a por intermédio de eleições a realizar nas Comunidades. Foi-me por ele pedida opinião sobre o empreendimento, fui claro: “vai ser um sarilho pois não há gente de qualidade interessada por tal cargo e será um pódio para quem o quiser atacar, ou o PS ou o Governo. Para além disso é factor de divisão das Comunidades por razões pessoais ou políticas e ainda por cima sai caro ao País; a única coisa positiva é que introduz eleições para os emigrantes”. José Lello retorquiu-me que não fazia mal, pois assim ficaria a conhecer os seus inimigos, o que aliás se revelou rapidamente exacto.
Também nessa altura eu e outros membros da comunidade manifestaram o interesse de um maior número de Deputados, o que na nossa opinião seria muito mais pragmático que Conselheiros sem “voz activa” na Assembleia.
Mas como não era essa a opção, para Conselheiros apresentaram-se então várias listas associativo-políticas, mais ou menos declaradas em todo o Mundo Comunitário. As eleições foram democráticas e os Conselheiros em França foram eleitos por 0,04% dos portugueses aqui residentes, isto é: menos de 3200 emigrantes elegeram os Conselheiros que deveriam representar todos os portugueses de França!
Eu tive a sorte de ter de me excluir da lista que encabeçava por... ter perdido a nacionalidade portuguesa. Há males que vêm por bem, no Consulado de Paris, alguns “amigos que me queriam bem” entenderam que por eu ter adquirido a nacionalidade francesa não me podia apresentar a essa eleição. Toma! Pois bem, dei o lugar ao segundo da lista que foi eleito, bem como o terceiro, que mais tarde foi o presidente do CCP e que até teve medalha do Presidente da República e tudo. Eu era o presidente da Coordenação das Colectividades Portuguesas de França, o segundo era um dos vice presidentes e o terceiro era o Director executivo, empregado da estrutura, grande conhecedor da Comunidade e militante confirmado, diga-se em abono da verdade.
Os sarilhos e desavenças políticas surgiram, a despesa foi aumentando, muito foi dito pouco foi feito; entre esperas e desorganizações foram-se fazendo dezenas de viagens, alguns compatriotas andaram a “cantar de galo”, mostrando-se a todas as janelas.
Não vislumbrei grande obra feita pelos Conselheiros das comunidades.
“ Vão falando que o vosso falar tem graça”, mas nada de concreto.
Aquilo que se passa agora:
Na sua versão mais recente, esta estrutura recebeu na sua composição 10 Conselheiros nomeados. Não percebo a razão e não concordo com o método.
Depois das últimas eleições e nomeações ainda não me apercebi que algo tenha mudado nas comunidades ou que para lá caminhe!
É claro que a opinião que dei ao camarada José Lello não mudou nada desde então, pelo contrário, reforçou-se, com apoio na observação das (não) realizações do CCP.
Para explicar de maneira mais clara a minha opinião, devo dizer que não entendo que um certo número de indivíduos, muitas vezes sem bases suficientes para representar seja quem for, eleitos por tão poucos, sem possibilidade de levar as eventuais sugestões à Assembleia da República, possa representar um terço dos cidadãos de Portugal.
Quanto a mim, os Conselheiros das Comunidades, são uma simplificação depreciativa da maneira de governar aqueles que tiveram de abandonar o País por lá não haver condições normais de vida.
É por estas razões que entendo, que só um número equilibrado (seguramente muito superior ao actual) de Deputados, em representação dos diferentes círculos de emigração, pode ser útil a Portugal e às populações emigradas. Na condição porém, que, contrariamente ao que acontece hoje, esses Deputados sejam originários dos círculos que representem (como os Conselheiros).
Conselheiros Consulares:
Trata-se de uma estrutura acabada de inventar, que no âmbito actual me parece desnecessária, duplicada e incoerente; será que os Conselheiros eleitos não chegam? Nesse caso seria necessário eleger um maior número.
A razão prende-se com o facto de se tratar de pessoas idóneas com uma forte experiência da região que representam, à priori os Conselheiro do CCP também... e são vizinhos!
Os Conselheiros Consulares, quanto a mim devem ser os funcionários consulares que se ocupam dos vários aspectos da vida comunitária: associativa, cultural, social económica etc...
Devendo esses ser também pessoas oriundas da comunidade, com conhecimentos comprovados nas diferentes áreas e com contratos de trabalho assegurando a estabilidade do posto.
Uma só pergunta: quem é que em Portugal percebe alguma coisa do que se passa nas comunidades?
...Ou duas: A quem é que isso interessa?
Era bom, mas acabou-se!
É todos os anos a mesma coisa, espera-se, espera-se e finalmente chega Agosto, o Sol, as praias, a família os amigos. É estranho, esta vontade de regar as raízes no mês mais quente do ano, mas o certo é que, sempre que é possível, lá vão milhões portugueses numa grande balbúrdia a caminho da Terra, pequena demais para os receber todos ao mesmo tempo...
Mas é bom, a alegria supra as carências e viva o descanso. No entanto o tempo, que tanto leva a passar antes, acelera de repente e põe toda a gente a andar para as suas casas... o trabalho espera.
Para os que como eu não têm férias (sim porque os aposentados não têm férias...) por vezes outras soluções se apresentam; graças ao iphone dei a volta ao mundo, tive contactos com camaradas de todo o lado. Fiquei feliz por saber que no Canadá o site do PS de Paris é lido e apreciado e principalmente porque de França à América, passando por outros países da Europa, há uma comunhão de ideias entre os socialistas emigrantes. No dia em que as secções forem maiores, creio que será possível que sejamos escutados com a atenção que deve merecer o terço de portugueses residentes estrangeiro e que nós reivindicamos há muito tempo.
Desta vez, como não fui longe já cá estou, cá os espero e oxalá cheguem em boa forma porque vamos ter muito que fazer!
Está aí a campanha eleitoral, a nossa actividade tem de ser igual à nossa convicção.
Vamos ajudar a eleger o Presidente da República Portuguesa!
É possível, mas como diz um animador conhecido; “sem vocês não tem graça nenhuma”.
Até Setembro.
Aurélio Pinto
Mas é bom, a alegria supra as carências e viva o descanso. No entanto o tempo, que tanto leva a passar antes, acelera de repente e põe toda a gente a andar para as suas casas... o trabalho espera.
Para os que como eu não têm férias (sim porque os aposentados não têm férias...) por vezes outras soluções se apresentam; graças ao iphone dei a volta ao mundo, tive contactos com camaradas de todo o lado. Fiquei feliz por saber que no Canadá o site do PS de Paris é lido e apreciado e principalmente porque de França à América, passando por outros países da Europa, há uma comunhão de ideias entre os socialistas emigrantes. No dia em que as secções forem maiores, creio que será possível que sejamos escutados com a atenção que deve merecer o terço de portugueses residentes estrangeiro e que nós reivindicamos há muito tempo.
Desta vez, como não fui longe já cá estou, cá os espero e oxalá cheguem em boa forma porque vamos ter muito que fazer!
Está aí a campanha eleitoral, a nossa actividade tem de ser igual à nossa convicção.
Vamos ajudar a eleger o Presidente da República Portuguesa!
É possível, mas como diz um animador conhecido; “sem vocês não tem graça nenhuma”.
Até Setembro.
Aurélio Pinto
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