Por estes dias tenho viajado bastante entre Portugal e França, por obrigação da minha nova função se Secretário Coordenador da Secção PS Português de Paris. É sempre bom ir “à terra”, ver os amigos - neste caso - e camaradas, ouvir as pessoas, ler os jornais e ver as televisões que não chegam cá, ou às quais eu próprio não chego...
Fiquei feliz por ter assistido a dois momentos importantes do partido socialista, o primeiro na qualidade de Delegado ao congresso de Espinho, eleito pelos meus camaradas, o segundo como membro da Comissão Nacional que elegeu os diferentes órgãos do partido, no passado dia oito em Lisboa. Feliz porquê? Porque vi um partido coeso, unido, com obra feita, com projectos e com muita gente com capacidade e vontade de por o nosso país no bom caminho. Feliz, porque assisti a um Congresso de um mar de gente que não tem vergonha de mostrar que está contente por estar ali, que está orgulhosa do que foi realizado, que procura o debate, que não teme as críticas, mas que não exclui ninguém! É claro que tal coesão põe em evidência o Secretário Geral, ainda bem que o PS tem como de costume, um verdadeiro leader.
Mas também fiquei desiludido com a atitude dos média; fazem-me lembrar a história do burro, nos cestos do qual o dono punha toda a carga só de um lado e depois admirava-se que o burro não andasse para a frente! Os média estão a tomar os Portugueses por burros, só carregam o cesto do negativismo (ajudados pelos partidos que não têm nada a propor) deixando a carga do outro cesto, aquilo que de positivo tem sido feito, no fundo da loja. Para dizer (como o dono do burro) que nada avança.
Mas valha-nos o juízo dos portugueses, senão vejam só: na última sondagem Artimagem publicada no Correio da Manhã, com dados de fins de Fevereiro, podia ler-se: opiniões favoráveis, PS 38,3%, PSD 24%. O melhor candidato a primeiro Ministro, José Sócrates 48,3%, Manuela Ferreira Leite 20,5%. A escolha de Vital Moreira para liderar a lista PS às eleições Europeias foi, Boa 43,1%, Má 16%.
Como lembrou Sócrates no Congresso “o povo é quem mais ordena”.
A. Pinto, 9/03/2009
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