O tempo passa e tudo recomeça, assim é a vida e assim é a vida dos políticos de Portugal. Qual crise, qual carapuça, diz a opinião, o que se tem feito para melhorar a situação de Portugal não conta! Está tudo mal; para escorar tais afirmações põe-se em evidência tudo o que soa mal: famílias sem direito a pensões, cortes nos ordenados, a senhora que deu à luz na ambulância, as escolas que fecham, urgências dos hospitais que deixam de funcionar e por aí fora, sem falar nos pobres professores que até passaram a ser avaliados...
Que cada um tenha a coragem de admitir que gastou mais do que o que devia ter gasto durante anos a fio e a crise será mais fácil de compreender. Será também mais fácil de compreender que estas acções e atitudes foram também prejudiciais para aqueles que tendo menos meios, se encontram em posição mais desfavorável. De alguns anos a esta data o Primeiro Ministro têm tomado iniciativas extremamente corajosas (as tais que cito acima), pois difíceis de suportar por todos aqueles que são atingidos. Ninguém gosta de perder meios nem privilégios, nem mesmo de ser avaliado... mas quando isso reverte positivamente a favor da maioria, santa paciência, há que compreender o esforço pedido.
As maternidades que fecham, as urgências que mudam de local, as escolas que são substituídas ou reagrupadas; é claro que estorva alguns, mas beneficia muitos mais, custa mais barato, é melhor e acaba até por ser financeiramente melhor para todos.
Admito que tudo o que este Governo tem feito merecia ter sido mais bem explicado aos portugueses (de onde virá esta tendência dos governantes a não explicar claramente o que fazem ? ), mas estou certo que sem as corajosas medidas tomadas, a situação seria hoje muito pior!Governar hoje é difícil, sem dúvida. Criticar é muito mais fácil! Diz-se mal do que está feito, mas nunca ninguém conseguiu melhor. Cada partido cada sentença, estão todos à espera do erro fatal que possa fazer cair o Governo (?), ou... oxalá não caia senão alguém tem de assumir e isso é mais complicado de que criticar! Os que nunca governarão por falta deestofo político (e de votos) apresentam soluções, ou moções (o ridículo não mata) do arco da velha, inaplicáveis mas altamente apregoadas! Os que já governaram e também já foram sancionados pelo mau trabalho feito (o que obviamente fazem por esquecer...) dizem-se prontos a recomeçar, e lá vão avançando... em marcha a traz.Enfim, “sete cães a um osso”, mas que osso duro de roer!
Haverá na realidade quem tenha “dentes” para tal? Ou será “mais olhos que barriga”?
A. Pinto, 19/02/2011
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