jeudi 8 juillet 2010

Em Lisboa a Constituição entrou pela porta do cavalo

Paris- 21/01/2008 - Não há dúvida que em 2005 a Europa tremeu, e o caso não era para menos pois viram-se os esforços e sonhos de tanta gente em tantas nações ir por água a baixo, só pela vontade da Holanda e da França. Mas em democracia, o povo é quem mais ordena!
No caso da França, estou convencido que o voto negativo no referendo, foi mais motivado por razões extra Europeias que pela única rejeição da Constituição.
Em primeiro lugar os franceses, descontentes com a governação quiseram sancionar o Governo. Depois foi a já habitual falta de comunicação. Muitos foram aqueles que recusaram votar um texto tão vasto e denso, impermeável para a maioria e pouco ou insuficientemente explicado. A certos níveis de maturidade dos povos, não basta dizer, votem em mim ou em tal decisão que é bom. É necessário explicar quais as vantagens que o acto tráz, para que quem vota possa fazer o seu próprio juízo. Foi por estas razões que, quanto a mim, a Constituição Europeia saiu pela “porta da frente” em 2005.
Para resolver o assunto o que é que se fez? Explicou-se melhor? Emendou-se largamente o que tinha sido criticado? Nem por isso. Disse-se que se ia fazer um tratado simplificado que seria submetido à aprovação de todos. Finalmente apresentou-se um trabalho, quase idêntico ao primeiro, que graças aos esforços da presidência alemã da Europa e ao talento de negociadores dos portugueses que lhe sucederam, acaba aprovado pelos Parlamentos. Portugal perdeu uma rica ocasião de cumprir promessas e de se reconciliar com o povo. O Zé povinho francês fica a ver passar os TGVs. E a velha constituição entra pela “porta do cavalo”.

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