jeudi 8 juillet 2010

Ora então vamos lá VETAR por correspondência !

Paris - 6/02/2009- Já em Novembro tinha dado a minha opinião sobre este assunto, que afinal parece ser de importância capital para a vida política do nosso país, o que acho estranho e me deixa perplexo. Não é o Decreto n° 261/X da Assembleia da República que me põe neste estado, não! Ele é claro, os seus argumentos são irrefutáveis: fiabilidade, transparência, implicação cívica, coerência.
Fiabilidade – porque acaba com as aldrabices, extravios e outras mágicas, não confessadas mas sobejamente faladas, por serem conhecidas.
Transparência – porque votar à frente de todos, da mesma maneira que os demais é agir com transparência.
Implicação cívica – pois não é votando pela mão de outro, em casa, no intervalo da bola ou da telenovela, que um cidadão se implica na vida cívica do seu país! Coerência – então se o sistema é bom para todas as outras eleições, porque é que tem forçosamente de ser mau para estas?
O que me dá que pensar, para além deste debate, é que cada um ouvindo as comunidades só com uma orelha, a esquerda ou a direita, estamos condenados à triste sina da bola de ping-pong, que passa toda a existência a saltar de um lado para o outro, acabando irremediavelmente por cair!
É muito triste observar o aproveitamento que alguns políticos (ou pseudo políticos, ou candidatos a políticos) tiram desta boa gente, que mora tão longe de casa!
Primeiro apara-se-lhes o dinheiro (oito milhões de Euros por dia até vale a pena), depois promete-se-lhes ministérios da emigração hoje, reformas para os militares amanhã, elegem-se (presencialmente) uns quantos conselheiros, nomeiam-se outros depois (?). A seguir argumenta-se que se ouviu a opinião dos Conselheiros e conclui-se que as Comunidades não querem votar presencialmente!
Sabem por quantos membros das comunidades os conselheiros foram eleitos? Acham que eles representam mais que os seus partidos ou os seus egos?
Muitos daqueles que como eu, nunca ocuparam tais cargos, mas que passaram muitos anos (no meu caso foram mais de seis), a dar voltas à França, de maneira organizada, planeada, sistemática, para convencer os nossos compatriotas a participar na vida cívica, a inscrever-se nas listas e a ire votar, só podem achar estranho que outros os incentivem a ficar em casa! Afastar os emigrantes das urnas é fazer o trabalho em vez deles! “...nunca dês um peixe a quem tem fome, ensina a pessoa a pescar...” o ditado é velho mas resulta, salvo neste caso (?)! E depois raciocinando um pouco mais... os portugueses que estão recenseados, logicamente vivem mais perto dos Consulados que os outros, por isso podem lá ir votar, e os que moram longe, qual é a percentagem de recenseados para votar por correspondência? Imaginais que é assim que a participação dos residentes no estrangeiro vai aumentar?
Excelências, em vez de a concertar, estais a por uma roda quadrada na carroça!
Quanto a mim não falo mais nisto, VETO por correspondência.

Aucun commentaire:

Enregistrer un commentaire