jeudi 8 juillet 2010

Há uns meses mais “pesados” que outros.

Paris - 30/03/2009 - Todas os meses recebo dezenas de e-mails de amigos que insistem em fazer aumentar a minha modesta cultura. A todos os meus agradecimentos. No entanto pena tenho ao constatar que por vezes trata-se mais de provocação ou de trabalho “ao corpo”, para desmoralizar ou pelo menos "desentusiasmar". É tempo perdido, sou homem de convicções e só a lógica e os factos me convencem. O último foi um estudo de Eugénio Rosa que se eu bem li, não consegue senão baralhar os incautos, misturando alhos com bugalhos , redistribuindo responsabilidades antigas por actores novos, ignorando as múltiplas acções positivas realizadas pelo governo actual, de molde a banalizar o seu trabalho, coragem e inteligência, face a uma crise que é mundial, mas que em Portugal já começou há muitos anos. Muito antes que este Governo estivesse em exercício.
O que é deplorável e revelador do que seria o futuro do nosso país, é o facto de pessoas consideradas de valor, se prestem ao jogo que consiste em deturpar as realidades deitando poeira nos olhos dos mais distraídos que os lêem.
Senão digam-me lá: em que país da Europa os salários das mulheres são iguais aos dos homens? A quem se deve essa triste realidade, será aos socialistas (principalmente aos portugueses) ou à ganância daqueles que exploram quem trabalha, para que mais lhes renda o capitalismo que aplicam?
Com estas bases, como é que as reformas das mulheres podem ser iguais às dos homens?
Que Governo é que em Portugal aumentou as reformas desde o de Cavaco Silva (época em que as reformas ficavam sistematicamente por pagar a tantos idosos que viviam às atenças dos familiares ou vizinhos)?
Para que serve comparar os salários (ou reformas) dos administradores com os dos operários, a diferença é escandalosa, pois é! Mas assim dita o sistema económico que nos rege. A solução passará por congelar todos os salários, analisar as situações e depois redistribuir pelos que têm a menos o que outros têm a mais. Congelar também todas as outras regalias dos que já usufruem de grandes salários e ajudar aqueles que nunca tiveram regalia nenhuma. Talvez para resolver a crise actual se possa enveredar por estes caminhos (até parece que o Governo de Sócrates vai nessa direcção) e chegar enfim a uma justiça que até agora ninguém soube ou quis aplicar. Mas a refracção será imensa e não faltarão mais opiniões comparando ainda alhos com bugalhos para demonstrar que a urgência não é resolver os problemas mas sim enfraquecer quem governa. A direita dirá: “Estão a ver? Até o PCP o diz... e a esquerda de oposição responde logo: “afinal o PSD não é tão mau como isso”...
Pôr em evidência a disparidade das reformas nas diferentes regiões ou cidades também é pura demagogia, então abram o registo, comparem as nossas regiões com outras da zona Euro para mais aumentar a confusão. A política para ser útil tem de ser honesta, por em evidência os defeitos dos outros sempre foi mais fácil do que sugerir ou propor soluções aplicáveis. Mas é com soluções aplicáveis que se avança e não deitando poeira para os olhos de cada um.
Mas não só a internet veicula coisas que me fazem reagir. A rádio, a televisão e os jornais que consulto regularmente também mostram cada uma! Por exemplo, uma publicidade do ME (Movimento Emigrante) que anuncia um protesto contra a corrupção em Portugal, exigindo respeito e consideração pelos nossos direitos pessoais e de propriedade em Portugal (estão a ver a coerência e o sentido prático?). Apelam para uma manifestação no dia 30 de Março às 9h, frente ao Consulado Geral de Portugal. Pronto, é a democracia, toca a andar! No entanto como eu não percebo bem para o que é que serve realmente uma tal manifestação, e para que de facto a ida à rue Georges Berger sirva para qualquer coisa, sugiro que as pessoas que ainda não estão recenseadas no Consulado aproveitem (acaba a 6 de Abril...). Depois da reestruturação consular o serviço é rápido e vai haver eleições este ano...
Também o MMS (Movimento Mérito e Sociedade) recentemente criado, me convenceu logo quando Eduardo Correia disse (lusojornal N°203) serem as seguintes, as razões que o levaram a criar este novo partido português: 1) - “Os Partidos que têm estado no poder não têm passado de empresas de tráfego de poder”. 2) – “somos um povo com falta de confiança nos políticos actuais”.
Aproveitando o movimento, com este dois assuntos e um sócio de mérito, até dava para fundar dois partidos...Assim vai a vida aqui por Paris... mas podemos ficar descansados porque a Dra. Manuela Ferreira Leite veio cá dizer aos militantes do PSD que o PS trabalha mal, que quando ela for Governo só fará coisas boas para os emigrantes: não fecha Consulados, dará importância à língua e à Cultura e aproxima a administração dos emigrantes (será com sucursais das Lojas do Cidadão?) ah! Já me esquecia, contrariamente ao seu antecessor não promete criar nenhum Ministério da Emigração, diz que quer Governos pequenos. Não me admira, com tão poucas ideias, mal fora

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