Paris - 3/10/2008 - Quem se limitar a ler a imprensa portuguesa de França conclui certamente que o PS português de França é uma história antiga, que cheira a mofo, corrompida por guerras internas, oposições pessoais, muita falta de trabalho por parte dos que em seu tempo o deveriam ter feito, etc., etc.
E nesse aspecto até têm razão os leitores. O PS português de França tem dado magníficos exemplos de inércia, de falta de espírito “militantista”, de nenhum respeito pelos valores morais que pode e deve encarnar.
Estou certo que em tempos muito remotos, ditos, tempos de guerra, em que era necessário lutar para que as coisa mudassem, muitos trabalharam e muito bem, os resultados até se verificaram. Em Paris a secção de Paris Sul chegou a contabilizar mais de duzentos aderentes segundo os “antigos”. Abençoados militantes! Mas a vida complica as coisas e os homens complicam a vida. Arrefecidos os ímpetos, arrefeceram também os entusiasmos, subsistiram somente alguns militantes fieis e incondicionais e, infelizmente outros, pseudo pilares que nada dirigiram e nada organizaram senão a inércia, o desinteresse e os seus próprios poleiros! Fracas ambições, tão contrárias aos nobres ideais Socialistas, que não levaram senão a demissões, desacreditações e mau estar. Quando se chega a um ponto em que ninguém sabe por cobro a tais situações (nem em França nem em Portugal) o melhor é parar. Foi o que aconteceu a muitos socialistas de Paris e de mais cidades de França. Parar não quer dizer desistir ou abandonar. Parar, significa dar tempo a quem dele precisa para reorganizar uma actividade que, por ser útil e vital para a democracia de Portugal, tem imperativamente de retomar o lugar que nunca devia ter deixado de ocupar. Hoje acontece que as condições para uma existência positiva do Partido Socialista Português em França estão reunidas. Vai haver mudanças, que não param de ser anunciadas e só podem corrigir uma situação poluída por actores que já nem em cena estão. Não vale a pena lutar contra moinhos de vento, já se sabe qual é o resultado. Há espaço para todos os militantes, há trabalho para todos e para todos o futuro sorrirá. Que se não acredite em rumores, que se não faça política de ficção. Sei a força que tiveram os socialistas nas presidenciais, quando se mobilizaram à volta de um candidato em Paris e noutras cidades, sem aparelho nem preparação oficial. Sei que em França há milhares de socialistas portugueses, sei que num ápice todos se vão encontrar. Sei que juntos temos muita força... que temos a força da mudança!
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