mardi 31 décembre 2013

Feliz Ano Novo

COM A ALEGRIA E ESPERANÇA DAS MINHAS 
FLORES PREFERIDAS

Vai-se o ano, fica a crise

Novembro de 2013

Com tanto corte, tanta falta de sentimentos, sem a mais ínfima consideração pelas pessoas, o país está a ser governado, e mal, por estrangeiros, que nem eleitos são; quanto aos nossos eleitos que deviam governar, desgovernam! Nada se faz pela indústria, não há trabalho, os jovens diplomados são obrigados e encentivados a emigrar, outros , os “nem...nem” nem têm trabalho nem estudam, os políticos já não têm crédito, o Presidente não toma as decisões que a todos parecem impor-se. O Governo que tanto prometeu para ocupar o lugar que ocupa, fez tudo menos o que disse que iria fazer. Nos partidos da oposição o panorama não é melhor, o PC mesmo quando ganha votos, não ganha em pragmatismo, o BE brilha pela sua pequenez (não me refiro às ideias...) que o impede de se impor (ou são as ideias que provocam a pequenez ?) e o PS é acusado de não fazer propostas e de não ter um “Chefe” carismático.

Sendo assim valha-nos a geografia e o clima...
Mas entre a realidade e a imaginação é necessário separar as águas e para isso o melhor é ir à nascente. Pouco antes do fim do Governo Sócrates houve eleições Presidenciais e aí, os portugueses (poucos!), na sua clarividência, voltaram a eleger o Professor (de economia) Cavaco Silva, homem que já dera largas provas de capacidade na arte de bem Governar!
O Governo socialista, já com a crise aos ombros, foi abaixo porque o PSD e o CDS/PP com a juda do PC et do BE não quizeram o PEC IV de José Sócrates. Sai Sócrates entra Coelho e entra a “troika” e o seu “apertar de cintos”, a isso junta-se uma série de medidas urdidas em São Bento, que contrariamente ao que se esperaria, acentuaram a rigidez preconizada pela “troika”. E por aí fora eté à demissão do Ministro Victor Gaspar por constatar que estava no caminho errado e mais tarde de Paulo Portas, que depois de afirmar peremptoriamente que tinha tomado a decisão de se demitir, regressou com uma promoção na equipa governante.
Foi pois este Presidente, que para extrair o país da crise em que se encontrava tentou que com uma reunião inter-partidos se encontrasse a solução salvadora. É claro que não podia ser. Porque razão iria o Governo aceitar agora as propostas dos socialistas que desde o início sistematicamente repudiou?
Diz-se de vez em quando que há sinais de melhoria, mas seguem-se cortes e mais cortes, austeridade em cima da austeridade e os portugueses (empregados, desempregados ou aposentados) cada vez mais pobres!
Os jovens diplomados passam agora a alargar as alas daqueles que têm de ir buscar pão onde o há! Felizmente alguns conseguem sair-se bem, mas muitos vão deparar com problemas muito graves nos países para onde emigram, principalmente da Europa que não foge à crise e onde muitos diplomados locais se encontram a fazer trabalhos subalternos, muito aquém das suas possibilidades.

Muitas vezes esses novos emigrantes recorrem à solidariedade dos mais antigos da comunidade. É também um facto que nas comunidades o Governo actual nada tem feito em prol dos cidadãos, bem pelo contrário, basta citar o abalroamento do ensino no estrangeiro para os filhos dos emigrrantes e o fecho dos postos consulares por essa Europa fora. Se atendermos à maneira como são tratadas as Comunidades no novo Orçamento de Estado, por certo que o futuro será triste.
Aurélio Pinto

Pretensão e água benta...

Agosto de 2013

Acabo de ler o número 42 do Lusopress Magazine.
É sempre agradável saber notícias de gente de valor e ver caras conhecidas em situação de sucesso, sinal que quem ajuda o destino, mesmo sendo alguns de condição inicial modesta, acaba sempre por alcançar patamares interessantes, por vezes mesmo para além dos seus próprios sonhos.
Nas comunidades, contam-se por milhares pessoas de altíssimo nível em todos os domínios, do sector empresarial ao científico, passando pelo artístico, literário, político, eclesiástico e... desportivo, mas esses são conhecidos de todos !
Considero pois louvável a iniciativa deste magazine ao dar luz aqueles que são verdadeiros exemplos. Pena é que não cheguem as páginas para os mostrar todos e os meios para os encontrar, presumo.
Posto isto deparei na página 64 com uma crónica de opinião assinada por Filipe Carvalho que me deixou perplexo. Estou globalmente de acordo com a sua análise inicial. É um facto que a situação catrastófica em que o país se encontra, acentua a necessidade de êxodo dos jovens portugueses e que, sendo eles hoje mais instruídos, o perfil dos emigrantes é diferente agora, daquele dos emigrantes dos anos 60.
Não quer isto dizer porém, que só os analfabetos zarparam para outros horizontes naqueles tempos. Na altura havia três tipos de emigrantes potenciais : os que não tinham trabalho ou não ganhavam suficientemente para comer ; os que eram contra a política e (ou) não queriam participar nas guerras de África, (neste número já era grande a percentagem de « instruídos »). Por último os intelectuais e artistas que sufocavam com a falta de liberdade e por vezes juntando às suas razões os mesmos problemas que os outros. Todos estes emigrantes tiveram de facto de fazer esforços para se adaparem ao país de acolhimento o que levou à criação de uma linguagem « transversal » que « deu no goto » dos conterrâneos quando os ouvem falar durante as férias. Note-se que graças a isso, muita gente das nossas aldeias ficou a saber (mais ou menos), como se diz cerveja, cenoura ou aquecimento etc. em francês, o que sempre contribuiu para aumentar a cultura local...
Quanto aos novos emigrantes é certo que são mais instruídos que antigamente, mesmo se excluirmos os « diplomados a martelo » e os  « auto-diplomados », Portugal deu, felizmente, um assinalável salto quantitativo na educação.
Lamento no entanto que tantos jovem diplomados tenham dado tão maus gestores e tão maus políticos, que têm sido incapazes de evitar que novas vagas de emigração vão existindo. Talvez por imaginarem que a obtenção do diploma é o objectivo final, esquecendo que depois do diploma há todo o resto da vida, com exames a cada passo. Não comprendo bem o que o autor quer dizer quando escreve que «  apesar da saída do país, todos os factores que caracterizam a comunidade portuguesa – gastronomia, cultura, língua portuguesa – se mantêm ». Está certamente a referir-se à nova emigração, porque o que caracteriza a « antiga » é : a capacidade de adaptação, a coragem, a força de vontade, a seriedade e a humildade... Acredito todavia que a nova emigração que é mais diplomada (?), e mais instruída que a das vagas anteriores, quanto à cultura, permita-me de não aderir. A aquisição da cultura vai muito para além dos bancos das escolas e das faculdades, onde se aprendem especialidades. A cultura é vasta como o Mundo.
A geração dos anos 60 aprendia francês desde a entrada no liceu e era de França que vinham a maioria das referências culturais.
Hoje quando é que se aprende a língua e cultura francesas em Portugal aonde até a nossa língua vai sendo abalroada por acordos ortográficos sem sentido?
Grande prioridade ao Inglês a tudo o que esteja mais perto do dólar !

Lastimo que os nossos jovens, como os anteriores, tenham de recorrer à expatriação, embora só por razões económias o que sempre torna a tarefa mais leve (se tiverem de regressar não é a prisão que os espera...) e desejo-lhes a maior sorte e felicidade. Estou mesmo certo que se tiverem as tais capacidade de adaptação, coragem, força de vontade, seriedade e humildade dos « antigos », vão dar-se bem por cá e mais tarde compreenderão que ao juntar uma cultura a outra cultura, não se fica com duas culturas, mas sim com uma cultura maior.
Aurélio Pinto

Todos diferentes todos iguais

Julho de 2013

Quando se vive em França há tantos anos como eu e que ao memo tempo se guarda uma relação estreita com Portugal, é difícil deixar de estabelecer paralelos entre os dois países. É certo que sendo as diferenças grandes, há muitas coisas que nos une. A História das duas nações sempre esteve ligada, nos bons e maus momentos, todos nos lembramos dos casamentos reais que en vários períodos marcaram o destino de Portugal, mas também das invasões napoleónicas que tanto afectaram o país. Nas últimas guerras também portugueses participaram, como testemunha o cemitério de La Lys no norte de França. Tudo isto, a religião, os intercâmbios culturais e por fim a imigração dos portugueses em França reforça-nos a faculdade de utilizar uma espécie de "osmose alargadora" que nos leva, quase sempre, a analisar os problemas duas vezes. Por exemplo se se fala de futebol em França, do PSG, do Lyon ou do Marseille, logo se estabelecem paralelos com o Benfica o Porto ou o Sporting. Quando falamos de grandes realizadores de cinema franceses, lembramo-nos imediatamente do "nosso" Manuel de Oliveira; no ciclismo ainda ninguém esqueceu Joaquim Agostinho. E quando estamos a comer um bom prato da gastronomia francesa, há um conviva que cita o equivalente (quase sempre existente) da portuguesa. Sem falar do tempo... "hoje em Paris está um lindo dia, mas em Lisboa estão 40° e foi tudo para a praia!". Pois!
Na política é a mesma coisa! Não se pode analisar uma situação de num lado sem que a ponte se instale. Comparam-se e criticam-se os governantes, as políticas, as situações, as reacções, as conivências. Quando se fala dos cidadãos, parece que não há grande diferença, e até se pode compreender pelo que acima foi dito. No entanto franceses e portugueses têm reações diferentes em certos casos. Não tomo o exemplo do desporto onde ambos são "chauvinistas" até
dizer basta. Também não falo na veemência das críticas partidárias que são similares em intensidade. Falo mais no posicionamento cívico de cada um. Em França elege-se um Presidente da República com grande entusiasmo e maioria significativa, por exemplo 60% de votos a favor, no dia que se segue 80% dos franceses felicitam-se com o resultado. No mês (ou meses) que se segue começam as críticas ao recém eleito, porque afinal havia um melhor candidato. A alternância vai acontecendo (e a crise vai ganhando terreno, mas isso é outro assunto). Em Portugal não! Elege-se um indivíduo, sem grande entusiasmo, repara-se que ele não sabe o que anda a fazer, critica-se, manifesta-se, diz-se que ele devia saír; até aí compreende-se. O que se compreende menos é que, ao mesmo tempo, também se vai dizendo que o que se deve candidatar ao cargo também é mau (mesmo se as sondagem o indicam como sendo o melhor...), mesmo antes de o vêr em acção (e acrise vai ganhando terreno, mas isso é outro assunto. Ou não?). Todos diferentes todos iguais, vamos mas é para a praia, em Portugal que é melhor que aqui!
Aurélio Pinto





António José Seguro no Forum dos progessistas europeus em Paris

Junho de 2013

No passado dia 15 de junho pelas 14h30, ocorreu na Maison de la Mutualité em Paris o Forum dos progressistas europeus, numa organisação da fundação Jean-Jaurès, da Fundação Europeia dos estudos progressitas e do Partido Socialista francês. O Secretário Geral do Partido Socialista, António José Seguro, participou na primeira mesa redonda deste Forum – "Reorientar a Europa para o crescimento e o emprego" – composta também por: Catherine Trautmann, deputada europeia, Guglilmo Epifani, secretário nacional do Partido Democratico, Évangelos Venizelos, presidente du PASOK, Bernadette Ségol, secretária geral da CES, Emma Reynolds, deputada britânica e Alfredo Perez Rubalcaba, secretário geral do PSOE. Participaram também Ernest Stetter, secretário Geral da FEPS (moderador), Gilles Finchelstein, director geral da Fundação Jean-Jaurès (restituição das perrguntas dos internautas) et Hannes Swoboda, presidente do grupo S&D no Parlamento europeu. Todos os intervenientes foram unânimes quanto à necessidade de reconstruir uma Europa solidária, abandonando as actuais políticas expeculativas do Banco Central, viradas para o investimento que conduza ao emprego. Que as decisões tomadas no âmbito da União Europeia fossem postas em prática rapidamente para serem eficazes, pois a perca de tempo é factor de agravamento de qualquer crise. Rubalcaba sugeriu com algum humor que "talvez bastasse voltar ao espírito de há trinta anos e aplicar o que François Holande disse o ano passado...", por sua vez António José Seguro, de maneira mais concreta, sugeriu entre outras ideias, que a União Europeia fixasse como objectivo que não existam países com uma taxa superior a 11% (actual média Europeia) e que a partir de 2020 as despesas inerentes ao desemprego sejam assumidas da seguinte forma: até aos 11%, pelo próprio país e o excedente pela União Europeia. Disse António José Seguro que "o meu objectivo não é de colocar a UE a subsidiar o desemprego" mas sim, desta forma, incentivar os líderes europeus a encararem a criação de emprego como "a primeira das prioridades". O Secretário do PS, não pretendendo "alimentar a cultura das sanções" realçando tratar-se de "um forte incentivo ao combate ao desemprego", relembrando também que a UE , exige sanções quando não são cumpridos os objetivos fixados para o défice e a para dívida pública... "e se a UE tem sanções para quem não cumpre as regras do défice e da dívida, por que razão não há de ter uma sanção caso o desemprego não se situe, por exemplo, abaixo dos 11%, a média atual da UE?", perguntou. Em Abril a taxa de desemprego atingiu um novo record de 17,8%, tendo o desemprego jovem subido para 42,5%.

Estiveram também presentes neste Forum Jacques Delors, antigo Presidente da Comissão Europeia, que tomou a palavra para analisar de maneira magistral a situação em que se encontra a UE e aconselhar os líderes a "não ter medo" do futuro; Martin Schultz, Presidente do Parlamento Europeu e Harlem Désir, Primeiro Secrtário do Partido Socialista francês.
Na segunda mesa redonda "Contruir a Europa de amanhã: um novo modelo democrático, social e ecológico", participaram: Jean-Louis Bianco, antigo ministro, Gilles Finchelstein, Massimo D'Alema, presidente da FEPS, Jean-Christophe Cambadélis, Secretário Nacional Europa (PS francês), A.P. Rubalcaba, Attila Mesterhazy, presidente do MszP, Zita Gourmai, Presidente do PS Mulheres (França) e Bruno Tobback, Presidente do SPA.
António José Seguro, acompanhado por João Assunção Ribeiro, Secretário Nacional para as Relações Internacionais e Cooperação, tinha participado pela manhã numa reunião de líderes dos vários países. Foi ainda recebido após o Forum por François Hollande e terminou o dia num un jantar de trabalho com os Corrdenadores das Secções de Paris e Metz, a quem deixou a seguinte mensagem para a Comunidade:
"Precisamos muito que os portugueses das comunidades continuem a acreditar em Portugal. Que tragam ânimo, ideias e investimento para ajudar o nosso país.
Da minha parte tudo farei para retribuir através do acompanhamento da vossa situação e da resolução dos vossos problemas."
Só um homem diferente pode trazer uma esperança a Portugal, fazer que as reais forças deste país se unam e descubram o caminho!
É com toda a esperança que acredito que os portugueses se apercebam antes do dia 23 de Janeiro de 2011, que é a escolha pragmática de Manuel Alegre para Presidente que nos porá no bom caminho.

Aurélio Pinto

Vamos lá a ser mais sérios em serviço

Maio de 2013

Os leitores do Lusojornal e de outros jornais e revistas já devem ter reparado que eu gosto de jornalismo. Se assim não fosse por que carga de água é que andaria por aí a escrever por tudo quanto é jornal ou revista há mais de quinze anos ? Foi na rádio que aprendi a gostar de escrever, pois, para falar é sempre (deve ser...) necessário preparar o programa. Em variedades, artes, etc... tem de se fazer guiões sobre a matéria ( e isso é muito trabalhinho de bastidor); quem imagina que é só chegar ao estúdio e abrir a boca, acaba sempre por ser convidado pelo Director de antena a voltar aos seus antigos afazeres, salvo raras excepções que dizem respeito a grandes talentos ou … a maus Directores de antena ! Aí cabe ao ouvinte de « zapar » e o espectáculo continua. Numa crónica de opinião o cronista deve saber do que está a falar, ser honesto e verídico, se tiver uma boa noção do assunto de que vai falar, basta escrever, mas raramente o faz sem preparação ; só assim pode veícular a sua opinião de maneira credível. Quando se trata de informar, a coisa torna-se mais delicada : é preciso pesquisar, verificar, confrontar, ponderar, ser imparcial. É na realidade um trabalho interessantíssimo mas de forte responsabilidade, tanto mais forte quanto mais forte é o assunto a tratar.
Para tudo isto há escolas, é claro que é bom ter um certo geito e vontade. Eu comecei a zero. Era preciso fazer, não havia dinheiro para pagar profissionais... e lá vou eu ! Muito mais tarde até tirei um curso, um jornal propôs-me para ter uma carta de jornalista comunitário (que tive de pagar do meu bolso). Criei com um grupo de amigos, um jornal na Internet, com jornalistas pagos e tudo (que foi o primeiro do Mundo exclusivamente para a Internet) e que durou sete anos. Mas nunca improvisei. Quando não conheço o assunto abstenho-me ! É este o meu percurso de jornalista amador e benévolo. Assim talvez compreendam melhor a minha indignação quando vejo o trabalho de certos jornalistas com formação, que são enviados para as Comunidades, para contar o que nelas se passa e informar (!) o público nacional e não só, porque muitas vezes, e eu lamento, os seus trabalhos (?)são aproveitados por jornais comunitários que acabam também por « desinformar » os seus leitores. O problema não é de hoje nem só da imprensa. As rádios e as televisões nacionais enchem-nos os ouvidos e os olhos de barbaridades sobre as Comunidades, assunto que eles ignoram por completo, como aliás também o país ignora congénita e deploravelmente. Quando acontece um evento importante numa comunidade e Portugal envia jornalistas ou solicita os seus representantes nessa comunidade, quem é que o jornalista vai entrevistar em primeiro lugar ou unicamente ? Os convidados vindos de Portugal ! Sobre o que é que incide normalmente o seu artigo ou peça ? Sobre a ctualidade de Portugal ! Mas quando não há convidados vindos de Portugal e é necessário dar a opinião da Comunidade, aí é mais difícil... « quem não sabe é como quem não vê » como diziam os antigos ; vai pedir-se a opinião seja a quem for, sem pesquisar, verificar, confrontar, ponderar, ser imparcial. Conclusão : se o jornalista não tiver sorte na escolha dos seus « entrevistados » e se um chef de redacção o publicar... engana todos os incautos leitores que acreditam que um artigo assinado por um jornalista, de uma agência ou média reputados, sabe o que está a fazer !
Esta triste história é inspirada pelo artigo intitulado « Emigrantes portugueses fazem balanço negativo do primeiro ano de Hollande », publicado no Lusojornal nº 127, Série II, du 08 mai 2013. Exemplo claro do que afirmo : má ecolha de intervenientes que por razões que certamente nada têm a ver com as de boa-fé, mostram não ter nenhuma visão dos problemas que a Europa vive há já tanto tempo ; o jornalista não trabalhou, transcreveu opiniões sem ponderar, não procurou outras vertentes, escreveu um artigo simplório sem interesse e longe da verdade... e o Lusojornal publicou .
Bom sejamos positivos, sempre serviu par me fazer reagir, mas que diabo, vamos lá a ser mais sérios em serviço !

Aurélio Pinto

As tristes consequências de um Governo inconsequente

Abril de 2013

Vou sempre lendo com atenção o que diz a imprensa portuguesa, de dentro e de fora, porque sendo eu de dentro e estando fora, mal fora se assim não fizesse. Como um pescador olha as sua redes, também olho as minhas, virtuais estas, mas repletas de opiniões e informações que, mesmo se o refugo é grande, vão completando um panorama do que se passa no Mundo dos Portugueses.
Primeiro observei o Governo de José Sócrates a combater contra diversos problemas, alguns da sua auto producção, a maioria postos pelos seus adversários (ou inimigos?) políticos, outros criados por uma sociedade de consumo que imaginou que os euros caiam das árvores e que nem seria preciso regar para ter mais, e os problemas fomentados pelos actores do Mercado, dos Bancos às lojas do chinês, e mais a crise mundial... e mais a crise europeia...
Vi "grandes leaders europeus" fazer "rapa-pés" à Mm. Merkel, esquecendo que a Alemanha sugou economicamente a Europa, ignorando o desígnio da União Europeia.
Depois vi em Portugal a oposição de direita, atenta, combativa, pronta a ocupar o lugar dos "incompetentes" responsáveis por todos os males do País. Pronta a salvar a Pátria! Vi ao mesmo tempo a esquerda (a que nunca governa) apoiar a direita para acabar com os "malfazejos".
E assim foi, o povo, incauto, votou para que a alternância acontecesse.
Passei então a ver e ouvir promessas de todos os tipos. Qual delas a mais aliciante, a mais humana a mais democrática. Seguiu-se a festa, o Sol voltou a brilhar no Jardim Lusitano. Foi Sol de pouca dura! Logo chegaram as primeiras desilusões. Cada visita da troika cada pesadelo. E como se não bastasse estes "salvadores" decidiram fazer mais do que a troika obriga.
Seguiram-se as manifestações; multidões bateram recordes de descontentamento, e os "salvadores da nação" sempre rumando no mesmo sentido, sós, altaneiros, suficientes e ineficazes.
Em Portugal asfixiam-se os trabalhadores e os reformados, nada se faz para tentar erradicar o desemprego, nem para promover a indústria, vendem-se os bens públicos.
É o que se vai vendo e lendo por aí. Mas como não se sabe resolver problema nenhum, evacuam-se alguns, os jovens por exemplo! Não há cá trabalho? Faz como fez o teu avô, vai para fora e procura! Assim disse este Governo com outras palavras! Mas como seria de esperar, também não informou nem orientou convenientemente esses convidados para a saída. Ainda pior, nas Comunidades para onde esses jovens vão, tudo se tem dificultado de dia para dia. Em França por exemplo: a Embaixada tem falta de pessoal: ex.: Adido Cultural, Adido de Imprensa e Adido Social, etc.
O Consulado Geral de Portugal em Paris tem de assumir permanências em Bourges, Lille, Nantes, Poitiers, Reims, Rennes, Roubaix, Rouen... enquanto que o número de funcionários vai diminuindo peocupantemente e o número de utentes aumenta.
Os professores são despedidos a meio do ano, ao mesmo tempo prepara-se uma lei que permita cobrar propinas aos alunos.
Os jornais comunitários são elogiados mas não recebem ajudas... Os jornais nacionais despedem jornalistas, a Lusa teme a sua dissolução (para o que já alertou os deputados).
Cada vez há menos correspondentes no estrangeiro e conhecedores do terreno nem se fala!
As associações, como a APCS de Pontault-Combault e a Santa Casa da Misericórdia , entre outras, não têm ajudas significativas, são elas porém que tentam prestar assistência au "naufragados do Governo" que chegam mal informados e sem vintém, a um país que também anda às voltas com grandes dificuldades para dar emprego aos que já cá estão.
Triste panorama numa altura em que as remessas dos emigrantes atingem recordes, com um aumento de 13% na última década. Segundo o Banco de Portugal, o montante das remessas é de 2,75 mil milhões de euros, sendo mais ou menos metade proveniente da Europa, suspeitando-se aliás que irá aumentar em 2013.
Enquanto isto, o Governo escondendo (mal) discórdias mantem-se, e promete ficar.

O Chefe do Estado parece assistir impávido e sereno, publicando relatório incompleto depois du último Conselho de Estado e os portugueses vão sofrendo, as tristes consequências de um Governo inconsequente!
Aurélio Pinto

Comunidades, viveiro de eleitores

Março de 2013

Não há no território nacional nenhum português que não tenha de perto ou de longe uma ligação a outro português que resida no estrangeiro!

É evidente, porque se há 10 milhões de portugueses em Portugal, há também mais 5 milhões de portugueses espalhados pelo Mundo.

infelizmente o êxodo parece estar longe de acabar, dada a falta de oportunidades de trabalho no país e os incentivos irresponsáveis de um Governo que prefere afastar as dificuldades, do que resolvê-las.

Nota-se por parte de todos os cidadãos que residem fora há muitos anos e principalmente dos que já nasceram fora, um crescente interesse pela participação cívica. Em França, vinte cinco por cento já estão inscritos nas lista eleitorais. Cerca de três mil e quinhentos foram eleitos nos cargos que lhes são possíveis nas Câmaras deste país. Alguns com a dupla nacionalidade, ocupam até funções bastante relevantes e o trabalho que vão realizando já vai dando sinais de uma melhor compreensão dos problemas da comunidade por parte de quem nos acolhe e governa.
Na realidade é participando na vida cívica do local ou do país onde se vive, que se consegue ter alguma (por vezes muita) influência nas políticas locais e por consequência na vida da sociedade.
Sabe-se que quase todos os portugueses de França participam na vida associativa, desportiva ou cultural portuguesa, como animadores, aderentes ou simples observadorers, porque se sentem tão portuguêses como quando saíram das suas terras e tentam projectar a imagem de Portugal e da sua cultura, tal como a interpretam e com os meios de que dispõem, isto a todos os níveis etários e em todas as áreas.
Sabe-se também que se passa o contrário no que diz respeito à vida política.
A diáspora pouco se ocupa de tal sector!
Nesse sentido grandes esforços têm sido feitos, de há muitos anos até agora nas comunidades por parte principalmente de associações ou federações, mas também de partidos políticos, embora estes em menor escala, certamente com o mesmo medo que os Governos têm tido: que o “adversário” recolha mais sufrágios...
Será certamente graças a este trabalho que também neste campo há sinais de progresso, o que é de louvar.
Em regra geral as Comunidades Portuguesas usufruem de uma excelente reputação; os portugueses são considerados bons trabalhadores, sérios, económicos, autónomos e activos, por isso são sempre vistos como bem integrados. É aliás esta a imagem tradicional sempre posta em evidência por todos os responsáveis políticos que nunca se preocuparam em formar para a vida cívica os emigrantes, mas contando sempre com os seus votos e a tradicional participação económica.
No entanto, cada ano que passa traz mais dificuldades aos portuguese que vivem no estrangeiro, dificuldades que este ano atingem níveis imprevisíveis pelos mais péssimistas. Não falo unicamente nas consequências da crise que atinge todos, falo também e muito específicamente, das últimas decisões que nos impactam.
Se atendermos ao montante das remessas que se encontram em cumes nunca inimagináveis no século XXI (7 milhões e meio de Euros por dia, ou seja 2, 75 mil milhões de Euros em 2012), e o número de cidadãos no estrangeiro que não cessa de aumentar, somos obrigados a constatar que se continua a lavrar mais fundo nos erros do passado.
Vejamos:
Quatro deputados, cuja escolha e acção (na maioria dos casos) nada tem a ver com o interesse pelas Comunidades, para cinco milhões de Portugueses residentes nos mais variados países.
Conselho das Comunidades Portuguesas de pouco interesse com funcionamento caótico e principalmente, sem peso político.
Muitas Embaixadas e Consulados com falta de pessoal.
Diminuição irresponsável da rede Consular.
Diminuição irresponsável do corpo docente dedicado ao ensino do Português, da sua História e Cultura.
Implementação de propinas para os alunos das comunidades.
Ausência de estruturas de acolhimento em caso de retorno ao país, nomeadamente para os idosos.
Falta ou ineficácia de estruturas de acolhimento para empresários que queiram estabelecer-se em Portugal.
Ridículo apoio à vida associativa e cultural.
Ausência de apoio à imprensa comunitária.
Falta de difusão televisiva de qualidade.
Falta ou insuficiência de apoio à implicação cívica.
Dificuldades de acesso à administração fiscal.
Ineficácia no atendimento aos emigrantes por parte da Segurança Social.
A maior parte destes problemas podem ser resolvidos sem grandes dificuldades ou custos, mas com uma grande determinação e vontade política.
Em democracia há lugar para todos!
Os portugueses trabalhadores no estrangeiro, não estarão nunca do lado dos problemas para Portugal nem dos países de acolhimento, mas sim do lado das soluções.
Mas para isso há que votar (por aqueles de quem mais se gosta), mas só quem VOTA é que CONTA!
Aurélio Pinto


Não é por aqui que anda a crise !

Fevereiro de 2013

Não era preciso andar muito atento para que se apercebesse alguma agitação lá para os lados do Largo do Rato, em Lisboa, mais precisamente na Sede do Partido Socialista Português.
Sabe-se que desde o XVIII congresso, apesar da larga maioria de votos obtida por António José Seguro, alguns camaradas mantinham, pelo menos, uma certa distância da Direcção então eleita. Não obstante a atitude aberta, transparente e solidária inculcada pelo novo Secretário-Geral, foram surgindo de vez em quando vozes dissonantes que não tendo consequências nefastas no trabalho do Partido, foram dando alimento à opinião pública largamente servida(?) pelos média. Estamos a milhas da solidariedade partidária, mas o Partido Sociaista sempre foi e é agora mais que noutras alturas, um partido de abertura de opiniões, de transparência e de democracia. Por isso quando surgem « guerras chochas » como a que provocou a tal recente agitação, depressa se encontra a maneira de transformar fraquezas em forças, a que os mesmos, com grande positivismo (!) chamam « paz podre ».
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, foi « pressentido » para assumir a liderança do PS ; todo o mundo falou nisso, salvo que ele nunca o afirmou, até que uma reunião da Comissão Política veio por termo à confusão.
Daí saiu um acordo escrito e subscrito pelos dois dirigentes, do qual subressai não só uma quantidade de normas governativas da mais alta importância para o PS e para o País, como também a prova de que os Grandes Homens não desertaram o Partido. António Costa será candidato à Câmara de Lisboa que esperamos conquistará de novo, antes de caminhar para novas e mais altas aventuras como muitos esperam em Portugal e não só. António José Seguro candidata-se ao seu segundo mandato como Secretário-Geral, provando que nunca foi Secretário Geral de transição, como o tentaram apelidar, mas sim aquele « leader » que vem dando provas do seu valor, seriedade e firmeza que certamente o conduzirão ao cargo de Primeiro Ministro mais tarde ou mais cedo.
Em Coimbra assistiu-se a uma Comissão apaziguada onde todos os oradores, sendo os principais António José Seguro e António Costa, mostraram vontade de seguir em frente solidários e firmes num PS forte.
O XIX Congresso terá lugar entre nos dias 26, 27 e 28 de Abril.
Nathalie de Oliveira de Metz e eu fomos calorosamente recebidos pelo Secretário-Geral e pelos principais dirigentes do Partido que aventam a hipótese de vir em breve a França...

Aurélio Pinto

PS Paris – Lisboa

Janeiro de 2013

Acordo de parceria entre as secções PS Francês em Lisboa e a Secção do PS Português em Paris.
Com base na sólida amizade socialista Franco-Portuguesa, nomeadamente entre as cidades de Paris e Lisboa, as Secções do Partido Socialista Francês em Lisboa e a Secção do Partido Socialista Português em Paris, concluem um acordo de parceria com o fim de melhorar a militância de ambas as Secções, para que melhor enfrentem as metas políticas futuras nas duas cidades. Esta parceria realiza-se em duas fases : a primeira, já concretizada pela assinatura do protocolo pelos dois Secretários respectivos, Antoine Lesecq e Aurélio Pinto, deverá permitir de atingir os objectivos globais seguintes:
  1. Aproximar as estructuras socialistas de Lisboa e de Paris.
  2. Promover trocas de experiências e conhecimentos de boas práticas a nível municipal.
A segunda fase, de âmbito mais alargado, deverá ser préviamente aprovada pela Federação do PS Francês de Paris e pela FAUL, sua equivalente portuguesa de Lisboa (para isso já trabalham em Paris e Lisboa os secretários)e terá como objectivos principais:
  1. Conhecer e destacar as marcas das governações socialistas.
  2. Reforçar os elos de ligação entre socialistas de Lisboa e de Paris.
Durante o ano de 2012 a Secçãp do PS Português de Paris, em acordo com os seus objectivos globais e constantes, concentrou a sua actividade na ajuda à melhor integração da Comunidade na vida diária dos locais onde ela se encontra, promovendo a utilização dos direitos de residente e de Cidadão Europeu.
Mas ainda, ajudando a relação entre os portugueses de Paris e Portugal.
Para tal a Secção de Paris participou largamente na campanha presidencial em França em colaboração com os camaradas franceses, mas também com os outros camaradas europeus residentes em Paris (PSE) com quem trabalha todo o ano.
Para além da parceria entre as secções, foi concretizada a primeira fase do “Auto retrato da Comunidade”, no passado 1° de Dezembro , na sede do Partido Socialista Francês, rua de Solférino em Paris. Esta fase consistiu num encontro/debate sobre variados temas de interesse primordial, como : o “Ensino da Língua e Cultura Portuguesa”;Comunidade, Civismo e Cidadania” e Reformados e terceira Idade”. Daí saiu um documento escrito que, na sua versão em português, foi enviado ao Partido Sopcialista em Lisboa, ao deputado PS eleito pelo círculo das Comunidades, a todos os participantes, militantes da Secção de Paris, bem como à imprensa.
A segunda Fase deste trabalho está prevista para o primeiro trimestre deste ano e contará, como a primeira, com a participação de dirigentes dos Partidos Socialistas de França e PortugaL.
A primeira consequência positiva destas acções é a progressão constante do número de novos militantes na Secção.
A Nação guiada por um Governo que não sabe senão seguir cegamente (ampliando e exacerbando) as directivas de uma Troika que acaba finalmente por se aperceber que fez más recomendações, caiu numa das situações mais trágicas da sua História. A maneira como os portugueses das Comunidades são ignorados ou bajulados pelos dirigentes do seu país, são inadmissíveis.
Se considerarmos que os portugueses das Comunidades encaminham remessas de dinheiro cada vez maiores, a situação torna-se intolerável.
É por estas razões que continuamos o nosso trabalho de militantes, incentivando os nossos compatriotas a utilisarem os seus direitos de cidadãos, a votar sempre e a inscreverem-se nas listas para serem eleitos, sempre que possível, quer em Portugal, quer em França.
Os portugueses têm mais valor que o seu dinheiro. A França já percebeu isso.

Portugal terá que perceber também !
Aurélio Pinto

Ensino - Resposta ao Presidente da CCPF

Ensino
Abril de 2012

Caro José Cardina,
A CCPF continua sempre à frente no tratamento dos problemas da Comunidade, ainda bem.
Tenho seguido de longe os trabalhos do vosso Grupo, pois nele também está presente um dos meus amigos professores.

Sobre o ensino:
Embora não seja perito nesta matéria sempre vou dar a minha achega, pois força é de constatar que o o ensino do Português tem sempre sido muito maltratado por todos! Há muito tempo...
Maltratado pelos Governos que, banalizando a existência de tantos milhares de portugueses por esse mundo fora, vai também banalizando a própria Língua Portuguesa, como se nem essa Pátria podéssemos conservar quando saímos do País. Esta atitude levou muitos homens de boa vontade a organizar cursos nas associações ou a criar associações para dispensar cursos. Honrosas decisões que no entanto muitas vezes também maltrataram o ensino, fazendo muitas crianças perder horas da sua juventude, para aprender uma língua mal ensinada, por professores incompetentes e em associações sem meios. É bom que se saiba que muitas associações queriam “dar Português” ou “dar Escola” para não ficar atrás das que já o faziam. Normalmente nestes casos o ensino era (é?) maltratado! Rendo já de seguida homenagem aos dirigentes associativos que promoveram o ensino, com dificuldades mas com muito mérito, sabendo escolher os professores e com objectivos de resultados, sem pensar no belo efeito que isso daria para o seu ego; houve bastantes felizmente.
A Coordenação do Ensino, em muitas ocasiões coordenando mal ou não coordenando coisa nenhuma, também maltratou o ensino.
Os professores autoproclamados que enganaram as associações par ganhar “pipas de dinheiro”, maltrataram tudo e todos menos os seus “pés de meia”.
O Governo Francês também maltratou o nosso ensino pois sempre avançou em marcha atrás nas negociações que se iam tentando fazer.
Os pais dos alunos que, ou por não medirem a importância ou por desleixo, não ajudaram aqueles que tentavam melhorar a situação.
O Acordo (?) Ortográfico sem nexo que nos vai sendo impingido maltrata a Língua Portuguesa.
E agora, para cúmulo, vem um novo Governo, ainda com mais desprezo pelos portugueses que vivem fóra do país, sabordar os postos de trabalho dos professores, sem respeito por nada nem por ninguém, sob pretexto de reorganização e de economia...
A propósito de economias, passem para cá 120€, que é para isso que vocês servem!”
Compreendo quanto sofrem ou sofreram aqueles que, por seu lado, tentaram sempre elevar ou pelo menos manter o ensino em bom patamar; felizmente também tem havido muitos, tanto portugueses como franceses, profissionais ou benévolos.
Resta-nos continuar a agir para que venham dias melhores...
E mais não digo.
Um abraço.
Aurélio Pinto

Sócrates só fazia disparates, era preciso mandá-lo embora, na alternância estava a solução... Pois!
Desde que o Governo mudou, o PS não se tem cansado de enviar soluções alternativas. Sempre foram anunciadas, (como, quando e porquê) o Governo nunca as aceitou (salvo raríssimas excepções) mas inexplicavelmente ignoradas pelos média, logo pela população. Quanto ao carisma dos políticos... hája gostos para tudo, mas cuidado, como diziam os nossos avós “com papas e bolos se enganam os tolos”... e já não é primeira vez!
Basta observar a aceitação de António José Seguro quando fala com os seus pares no quadro Europeu, para perceber como ele é positivamente considerado, escutado e até seguido nas sua s ideias e propostas, enquanto que outros criam a unanimidade pela negativa, ao ponto de toda a Europa respirar de alívio com a sua saída brevemente (não sei se repararam que estou a falar de Durão Barroso ?).
É por estas e por outras que os portugueses não vão às urnas, tanto nas comunidades como em Portugal.
Eu sou dos que querem acreditar (não no que me contam, mas sim no que observo e naquilo em que participo) que a solução está nas nossas mãos, mas também comungo na ideia que é absolutamente necessário que todos participem. Nós, os portugueses de França, temos a rara oportunidade de poder agir em três frentes: Portugal, França e Europa.
Para isso basta estar inscrito nas “Mairies” (primeira urgência até ao 31 de Dezembro) e nos Consulados, o mais depressa possível.
Esqueçam a crise, tenham um feliz Natal e entrem em 2014 conscientes que...
 Quem vota é que conta!
Aurélio Pinto




Mas afinal que vida é a nossa?

Abril de 2012

O ensino nas Comunidades? Embora não seja perito nesta matéria sempre vou dar a minha achega, pois força é de constatar que o o ensino do Português tem sempre sido muito maltratado por todos! Há muito tempo...
Maltratado pelos Governos que, banalizando a existência de tantos milhares de portugueses por esse mundo fora, vai também banalizando a própria Língua Portuguesa, como se nem essa Pátria podéssemos conservar quando saímos do País. Esta atitude levou muitos homens de boa vontade a organizar cursos nas associações ou a criar associações para dispensar cursos. Honrosas decisões que no entanto muitas vezes também maltrataram o ensino, fazendo muitas crianças perder horas da sua juventude, para aprender uma língua mal ensinada, por professores incompetentes e em associações sem meios. É bom que se saiba que muitas associações queriam “dar Português” ou “dar Escola” para não ficar atrás das que já o faziam. Normalmente nestes casos o ensino era (é?) maltratado! Rendo já de seguida homenagem aos dirigentes associativos que promoveram o ensino, com dificuldades mas com muito mérito, sabendo escolher os professores e com objectivos de resultados, sem pensar no belo efeito que isso daria para o seu ego; houve bastantes felizmente.
A Coordenação do Ensino, em muitas ocasiões coordenando mal ou não coordenando coisa nenhuma, também maltratou o ensino.
Os professores autoproclamados que enganaram as associações par ganhar “pipas de dinheiro”, maltrataram tudo e todos menos os seus “pés de meia”.
O Governo Francês também maltratou o nosso ensino pois sempre avançou em marcha atrás nas negociações que se iam tentando fazer.
Os pais dos alunos que, ou por não medirem a importância ou por desleixo, não ajudaram aqueles que tentavam melhorar a situação.
O Acordo (?) Ortográfico sem nexo que nos vai sendo impingido maltrata também a Língua Portuguesa.
E agora, para cúmulo, vem um novo Governo, ainda com mais desprezo pelos portugueses que vivem fóra do país, sabordar os postos de trabalho dos professores, sem respeito por nada nem por ninguém, sob pretexto de reorganização e de economia...
A propósito de economias, passem para cá 120€, que é para isso que vocês servem!”
Aurélio Pinto


Rotariens de Paris reçus à l’Ambassade du Portugal

Março 2012

Chaque année le Rotary International organise une Convention dans un pays, voir continent différent. La Convention de 2013 aura lieu à partir du 22 juin à Lisbonne.
Pour faciliter la participation des Rotariens Français du District 1770 (Ile de France Est et Oise), le Gouverneur du District Jean-Claude Chauveau, sous indication du responsable des relations Internationales, Denis Rhode, a chargé de mission Aurélio Pinto. C’est ainsi que ce Rotarien, cofondateur, « past-président » et actuellement secrétaire du Rotary Club de Montreuil Porte de Paris a naturellement contacté les instances officielles portugaises à Paris. Avec les Directeurs de l’AICEP et du Tourisme, il a pu échafauder un plan de motivation à l’intention des Clubs et beaucoup de documentation sur le Portugal et Lisbonne en particulier. Pour combler cette approche, Monsieur l’Ambassadeur du Portugal en France, Francisco Seixas da Costa a invité à un Porto d’Honneur qui a eu lieu le 20 septembre à L’ambassade du Portugal, près de 50 Rotariens. Dans le cadre raffiné de L’Ambassade le maître des lieux à fait un très beau discours de bienvenue aux rotariens, mettant en exergue les liens entre la France et le Portugal à travers les siècles et l’intérêt d’un tel événement pour les deux pays. Ont pris la parole pour remercier Monsieur l’Ambassadeur et présenter ses Districts: Aurélio Pinto, le Gouverneur Jean-Claude Chauveau (District 1770) et Bernard l’Huillier (District 1660). Avant le moment convivial du Porto d’honneur, le Directeur du Tourisme de Portugal, Jean-Pierre Pinho, nous a fait part de sa disponibilité pour apporter aux Clubs toutes les informations nécessaires.
Belle fin de journée au Portugal pour les rotariens de la Région Parisienne.

Le Rotary International* est une association qui rassemble plus de 34 300 clubs, présents dans près de 200 pays et régions géographiques. L'ensemble de ces clubs Rotary compte au total plus de 1 200 000 membres appelés rotariens.
Le Rotary a été historiquement le premier « club service » créé au monde. L'association, dont le siège se trouve en 2012 à Evanston dans l'Illinois, se présente comme une organisation apolitique et ouverte qui encourage une haute éthique civique et professionnelle et œuvre pour faire progresser l'entente et la paix dans le monde. Sa devise première est « Servir d'abord ».
Le Rotary International est financé par la cotisation annuelle de ses membres ou par des dons pour la Fondation.
L'emblème du Rotary est une roue d'engrenage de 24 dents, symbole de la transmission de l'énergie. Ces 24 dents symbolisent aussi le fait que l'esprit de service s'exerce à toute heure de la journée.
Les représentations locales du Rotary sont désignées du nom de Rotary Club ou Club Rotary.
En France métropolitaine le Rotary dispose de 18 Districts**, composés de groupes de Clubs, au total 1052 Clubs existent dans l’hexagone et 33151 femmes et hommes portent avec fierté l’insigne de Membre.

* Données au 30 juin 2011
** D’après l’annuaire 2012-20134/04/2012

Aurélio Pinto


Quem desdenha…

Fevereiro de 2012

Li no penúltimo número do Lusojornal uma crónica de opinião do advogado de Orléans, Conselheiro das Comunidades Portuguesas e assíduo colaborador do jornal, Carlos dos Reis, uma crónica com a qual discordei. E de tal forma discordei que preferi não responder logo, nem pela mesma via, para que passassem os vapores que me invadiram.
Perguntar-me-ão porque é que me enervei a tal ponto, o que é raro na minha pessoa. Acontece que quando leio a opinião de um advogado, Conselheiro das Comunidades e eleito numa autarquia (por modesta que ela seja), espero mais objectividade, melhor conhecimento do assunto de que se fala e principalmente que o discurso não seja tendencioso e contrário à promoção da solidariedade que tanta falta faz entre portugueses expatriados.
Carlos dos Reis fez um discurso demolidor sobre o Conselheiro de Paris e adjunto ao Presidente da Câmara de Paris 14. Tentou demolir o seu passado e o seu presente e até tentou torná-los invisíveis. Em suma, na opinião daqueles que conhecem Hermano Sanches, as suas capacidades, qualidades de trabalho e principalemente as realizações que ele iniciou ou nas quais colaborou, tanto em França (e não só em Paris...) como em Portugal, cobriu-se de ridículo.
Hermano Sanches também tem defeitos, mas é a trabalhar e a agir que os vai mostrando; por vezes são difíceis de aturar, é verdade, mas as qualidades superam de longe esses defeitos. Se atendermos ao facto de que o bem da Comunidade esteve sempre no caminho dos seus objectivos, posso mesmo afirmar que sem o Hermano Sanches e a sua “insignificância”, a Comunidade estaria ainda pior.
Não vou falar da “Cívica”, porque não quero abrir polémicas e porque entendo que não vale a pena falar dela. Quanto à “Activa”, veremos quais os patamares que atingirá daqui a uns anos... só depois talvez valha a pena falar; para já, sei que anda por lá gente de qualidade.
Ao tentar deitar abaixo Hermano Sanches, Carlos dos Reis não se terá apercebido que afinal estava (talvez inconscientemente) a tentar auto promover-se? Assim é quando se cita tudo o que se fez na vida, com o cuidado de pôr em valor as suas próprias acções.
No número desta semana, o Lusojornal publica o direito de resposta de Hermano Sanches e também um artigo de Rebeca Abecassis, jornalista de Lisboa. Estou de acordo com ambos. Mas a minha opinião não conta... eu não sou nem Conselheiro nem autarca... mas vale o desabafo!
Aurélio Pinto



Afinal agora governar é fácil

Novembro de 2011

Se analisarmos o que se tem passado em Portugal desde as Presidenciais a esta data, tudo parece mais simples do que se podia imaginar, basta ver como as coisas se passaram: depois de se ouvirem mil críticas ao Pr. Cavaco Silva, por esse país fora, depois do Partido Socialista ter dado aos seus militantes apoiadas instruções para que votassem fortemente em Manuel Alegre, o povo elegeu mais uma vez o Pr. Cavaco Silva... mais do mesmo para que tudo mude. E mudou?
Os Partidos da oposição nessa altura conseguiram destronar o Primeiro Ministro José Sócrates... para que tudo mude. E mudou... para pior!
Passou a ser necessário recorrer à ajuda externa para “salvar” Portugal. Veio a “Troika”, analisou a situação e fez as suas recomendações; o PS por solidariedade nacional assinou. Agora já se vai falando na possibilidade de ir pedir mais dinheiro à Europa... entretanto endurece-se a vida dos portugueses como nunca. Corta-se nos ordenados, nas pensões, aumenta-se o IVA! Ai não que não mudou! Os trabalhadores de todas as áreas estão cada vez mais preocupados, dos professores nem se fala. As previsões do Governo vão no sentido de obrigar os portugueses a continuar a apertar mais o cinto. Lançar a economia e a indústria não se fala ou nada se faz. Crescimento, para quê enquanto há cintos para apertar? Postos de trabalho para quê, enquanto se podem enviar os nossos jovens de casa para fora?
Não sou eu, evidentemente, que dou este conselho, foi o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Alexandre Miguel Mestre, em São Paulo a representantes da comunidade portuguesa e jovens luso-brasileiros, segundo o Diário Digital (30/10/2011), a propósito dos jovens portugueses desempregados: «Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras», acrescentando que o país não pode olhar a emigração apenas com a visão negativista da «fuga de cérebros». Já assim se fazia nos anos 60... nessa altura a França pagava a Portugal cinco mil Francos por cada português que para cá viesse, será que agora dá cinco mil Euros?
Os parâmetros agora são outros, a Direita portuguesa parece esquecer que quando a crise se instalou em Portugal também se instalou em muitos outros países, tornando o futuro dos nossos jovens portugueses desempregados muito inconfortável. Pergunte-se no entanto que se um jovem desempregado em Portugal está em “zona de conforto”, em que zona está um Secretário de Estado em actividade?
Bom, se for o Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, deve estar em zona de desconforto, basta ler ainda o mesmo Diário Digital: «Eu não sei o que é que o jovem que está em São Paulo, em Toronto ou em Paris quer. Eu não sei quais são seus interesses. Eu não sei, muitas vezes, quais são os interesses do meu filho»! Mas como o Governo português quer aproximar-se do jovem luso-descendente, espera que esse jovem lhe diga de que maneira. Para que servem os Conselheiros consulares e das Comunidades? Para que serve o Observatório da Emigração? Para que servem os Deputados eleitos pelos Círculos da Europa e do resto do Mundo? Para que servem os trabalhos realizados pelas associações, federações e vários sociólogos de há décadas a esta parte, muitos deles co-financiados pela SEC?
Para que servem tantas viagens de tantos Secretários de Estado das Comunidades?
Resumindo, aperta-se o Cinto ao Povo, mandam-se os jovens para o estrangeiro e pergunta-se aos que lá estão o que é que se deve Fazer!

Tudo mudou, afinal agora governar é fácil !
Aurélio Pinto    

Desta é que vai, a crise vai acabar.

Outubro de 2011

Quem é que pode deixar de acreditar nesta afirmação, quando se fala aqui da eleição dada como certa, do Professor Cavaco Silva, actual Presidente da República e candidato ao mesmo alto cargo a partir de Janeiro de 2011?
Vejam só o curriculum: Doutor em economia e Professor universitário nesta matéria, Director de Gabinete de Estudos do Banco de Portugal!
Quando a crise tem imenso ou exclusivamente a ver precisamente com esta área, é certo que o Professor, na sua qualidade de novo Presidente da República pode resolver; por isso todo o mundo acredita que ele será eleito! Assim há quem diga.
A não ser que o país se lembre de um certo desenrolar de situações que provavelmente serão capazes de dar que pensar...
Nem tudo o que luz é ouro:
O Professor foi Ministro das Finanças entre 1980 e 1981; não resolveu nada!
Foi Primeiro Ministro de 1985 a 1995 – 10 anos em que Portugal ficou numa lástima – nada resolveu!
É presidente da República desde 2006. O que é que resolveu desta vez?
Ao apresentar a sua candidatura no Centro Cultural de Belém, o Professor Cavaco Silva erige-se agora como o candidato que pela sua experiência, pode ajudar muito o País se for de novo eleito Presidente da República!
Quem é que pode acreditar nesta afirmação?
Será que lhe foram precisos 15 anos a governar de uma maneira ou de outra, para finalmente passar a ser positivo?
Tanto tempo não chegou ao especialista que é, para ver chegar a crise Mundial que forçosamente nos ia atingir, e principalmente para evitar que ela nos atingisse. Não teve poderes para agir como Ministro das Finanças ou como Primeiro Ministro? Não teve ocasião para aconselhar e arbitrar enquanto que Presidente da República? É agora, no próximo mandato que vai ajudar muito. A credito na sua boa vontade, Só!
Evidentemente que a culpa não tem sido exclusivamente do Professor Cavaco Silva, também muitos dos seus partidários e opositores têm contribuído para que Portugal chegue a este ponto.
Infelizmente eu creio que a crise não vai acabar tão cedo, mais cedo deverá acabar este modo de fazer Política em Portugal.
É possível mudar, mas um sorriso nos lábios e mais promessas não chega.
O apoio daqueles que continuam a manter os níveis de vida que têm, unicamente graças a uma economia que conduz ciclicamente ao caos, não deve chegar para perpetuar uma situação de crise crónica, elegendo aqueles que só nos podem dar mais do mesmo.
O próximo Presidente da República portuguesa não pode ser um homem ao serviço de outro (ninguém pode ser candidato em vez de...), nem um veiculo de soluções inaplicáveis, embora por vezes muito belas.


Mas a força conjugada de quem acredita que há outras soluções e que não quer continuar mais quinze anos a viver as mesmas angústias, poderá por termo a esta saga.
Aurélio Pinto