Ensino
Abril
de 2012
Caro
José Cardina,
A
CCPF continua sempre à frente no tratamento dos problemas da
Comunidade, ainda bem.
Tenho
seguido de longe os trabalhos do vosso Grupo, pois nele também está
presente um dos meus amigos professores.
Sobre
o ensino:
Embora
não seja perito nesta matéria sempre vou dar a minha achega, pois
força é de constatar que o o ensino do Português tem sempre sido
muito maltratado por todos! Há muito tempo...
Maltratado
pelos Governos que, banalizando a existência de tantos milhares de
portugueses por esse mundo fora, vai também banalizando a própria
Língua Portuguesa, como se nem essa
Pátria
podéssemos conservar quando saímos do País. Esta atitude levou
muitos homens de boa vontade a organizar cursos nas associações ou
a criar associações para dispensar cursos. Honrosas decisões que
no entanto muitas vezes também maltrataram o ensino, fazendo muitas
crianças perder horas da sua juventude, para aprender uma língua
mal ensinada, por professores incompetentes e em associações sem
meios. É bom que se saiba que muitas associações queriam “dar
Português” ou “dar Escola” para não ficar atrás das que já
o faziam. Normalmente nestes casos o ensino era (é?) maltratado!
Rendo já de seguida homenagem aos dirigentes associativos que
promoveram o ensino, com dificuldades mas com muito mérito, sabendo
escolher os professores e com objectivos de resultados, sem pensar no
belo efeito que isso daria para o seu ego; houve bastantes
felizmente.
A
Coordenação do Ensino, em muitas ocasiões coordenando mal ou não
coordenando coisa nenhuma, também maltratou o ensino.
Os
professores autoproclamados que enganaram as associações par ganhar
“pipas de dinheiro”, maltrataram tudo e todos menos os seus “pés
de meia”.
O
Governo Francês também maltratou o nosso ensino pois sempre avançou
em marcha atrás nas negociações que se iam tentando fazer.
Os
pais dos alunos que, ou por não medirem a importância ou por
desleixo, não ajudaram aqueles que tentavam melhorar a situação.
O
Acordo (?) Ortográfico sem nexo que nos vai sendo impingido maltrata
a Língua Portuguesa.
E
agora, para cúmulo, vem um novo Governo, ainda com mais desprezo
pelos portugueses que vivem fóra do país, sabordar os postos de
trabalho dos professores, sem respeito por nada nem por ninguém, sob
pretexto de reorganização e de economia...
“A
propósito de economias, passem para cá 120€, que é para isso que
vocês servem!”
Compreendo
quanto sofrem ou sofreram aqueles que, por seu lado, tentaram sempre
elevar ou pelo menos manter o ensino em bom patamar; felizmente
também tem havido muitos, tanto portugueses como franceses,
profissionais ou benévolos.
Resta-nos
continuar a agir para que venham dias melhores...
E
mais não digo.
Um
abraço.
Aurélio
Pinto
Sócrates
só fazia disparates, era preciso mandá-lo embora, na alternância
estava a solução... Pois!
Desde
que o Governo mudou, o PS não se tem cansado de enviar soluções
alternativas. Sempre foram anunciadas, (como, quando e porquê) o
Governo nunca as aceitou (salvo raríssimas excepções) mas
inexplicavelmente ignoradas pelos média, logo pela população.
Quanto ao carisma dos políticos... hája gostos para tudo, mas
cuidado, como diziam os nossos avós “com papas e bolos se enganam
os tolos”... e já não é primeira vez!
Basta
observar a aceitação de António José Seguro quando fala com os
seus pares no quadro Europeu, para perceber como ele é positivamente
considerado, escutado e até seguido nas sua s ideias e propostas,
enquanto que outros criam a unanimidade pela negativa, ao ponto de
toda a Europa respirar de alívio com a sua saída brevemente (não
sei se repararam que estou a falar de Durão Barroso ?).
É
por estas e por outras que os portugueses não vão às urnas, tanto
nas comunidades como em Portugal.
Eu
sou dos que querem acreditar (não no que me contam, mas sim no que
observo e naquilo em que participo) que a solução está nas nossas
mãos, mas também comungo na ideia que é absolutamente necessário
que todos participem. Nós, os portugueses de França, temos a rara
oportunidade de poder agir em três frentes: Portugal, França e
Europa.
Para
isso basta estar inscrito nas “Mairies” (primeira urgência até
ao 31 de Dezembro) e nos Consulados, o mais depressa possível.
Esqueçam
a crise, tenham um feliz Natal e entrem em 2014 conscientes que...
Quem
vota é que conta!
Aurélio Pinto
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