Novembro
de 2013
Com tanto corte, tanta falta de sentimentos, sem a mais ínfima consideração pelas pessoas, o país está a ser governado, e mal, por estrangeiros, que nem eleitos são; quanto aos nossos eleitos que deviam governar, desgovernam! Nada se faz pela indústria, não há trabalho, os jovens diplomados são obrigados e encentivados a emigrar, outros , os “nem...nem” nem têm trabalho nem estudam, os políticos já não têm crédito, o Presidente não toma as decisões que a todos parecem impor-se. O Governo que tanto prometeu para ocupar o lugar que ocupa, fez tudo menos o que disse que iria fazer. Nos partidos da oposição o panorama não é melhor, o PC mesmo quando ganha votos, não ganha em pragmatismo, o BE brilha pela sua pequenez (não me refiro às ideias...) que o impede de se impor (ou são as ideias que provocam a pequenez ?) e o PS é acusado de não fazer propostas e de não ter um “Chefe” carismático.
Sendo
assim valha-nos a geografia e o clima...
Mas
entre a realidade e a imaginação é necessário separar as águas e
para isso o melhor é ir à nascente. Pouco antes do fim do Governo
Sócrates
houve eleições Presidenciais e aí, os portugueses (poucos!), na
sua clarividência, voltaram a eleger o Professor (de economia)
Cavaco Silva, homem que já dera largas provas de capacidade na arte
de bem Governar!
O
Governo socialista, já com a crise aos ombros, foi abaixo porque o
PSD e o CDS/PP com a juda do PC et do BE não quizeram o PEC IV de
José Sócrates. Sai Sócrates entra Coelho e entra a “troika” e
o seu “apertar de cintos”, a isso junta-se uma série de medidas
urdidas em São Bento, que contrariamente ao que se esperaria,
acentuaram a rigidez preconizada pela “troika”. E por aí fora
eté à demissão do
Ministro Victor Gaspar por constatar que estava no caminho errado e
mais tarde de Paulo Portas, que depois de afirmar peremptoriamente
que tinha tomado a decisão de se demitir, regressou com uma promoção
na equipa governante.
Foi
pois este Presidente, que para extrair o país da crise em que se
encontrava tentou que com uma reunião inter-partidos se encontrasse
a solução salvadora. É claro que não podia ser. Porque razão
iria o Governo aceitar agora as propostas dos socialistas que desde o
início sistematicamente repudiou?
Diz-se
de vez em quando que há sinais de melhoria, mas seguem-se cortes e
mais cortes, austeridade em cima da austeridade e os portugueses
(empregados, desempregados ou aposentados) cada vez mais pobres!
Os
jovens diplomados passam agora a alargar as alas daqueles que têm de
ir buscar pão onde o há! Felizmente alguns conseguem sair-se bem,
mas muitos vão deparar com problemas muito graves nos países para
onde emigram, principalmente da Europa que não foge à crise e onde
muitos diplomados locais se encontram a fazer trabalhos subalternos,
muito aquém das suas possibilidades.
Muitas
vezes esses novos emigrantes recorrem à solidariedade dos mais
antigos da comunidade. É também um facto que nas comunidades o
Governo actual nada tem feito em prol dos cidadãos, bem pelo
contrário, basta citar o abalroamento do ensino no estrangeiro para
os filhos dos emigrrantes e o fecho dos postos consulares por essa
Europa fora. Se atendermos à maneira como são tratadas as
Comunidades no novo Orçamento de Estado, por certo que o futuro será
triste.
Aurélio Pinto
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