mardi 31 décembre 2013

Dois a Zero

Março de 2011

Podem dizer os que maldizem, que eu estava psicologicamente preparado para apreciar o primeiro discurso oficial do novo (!) Presidente da nossa República, como apreciei o último, do candidato eleito Cavaco Silva; mas não!
Incentivo sempre cada cidadão a votar, implicitamente, respeito o resultado dos votos.
Não gostei do discurso após as eleições porque não o achei digno do alto cargo para que acabava de ser eleito e porque foi um discurso de divisão. Não foi um discurso de um Presidente de todos os Portugueses!
No discurso de tomada de posse hoje, o Presidente da República fez uma análise da situação do País, bastante correcta em termos de diagnóstico, sem dúvida. Falou na necessidade de união, em esforço colectivo, em proteger os desfavorecidos, e citou o extraordinário espírito de solidariedade (?) dos portugueses. Fê-lo num período de referência de dez anos mas, esqueceu-se de lembrar que durante esses dez anos também teve responsabilidades. Esqueceu-se ainda que a crise que nos afecta também afectou todos os países do Mundo!
Pena foi não ter tido tais propósitos durante a campanha eleitoral... ter-se-á esquecido ? ou será porque aí era preciso preservar votos?
Hoje o Presidente de todos os Portugueses fez um discurso de propaganda das ideia do seu partido. Criticou tudo o que tem sido feito pelo Governo, mas não falou de soluções, deu certificados de incompetência, de falta de conhecimento do terreno, de falta de integridade na distribuição de cargos, em suma foi o Presidente de todos os portugueses de... direita!
E para coroar o conjunto da alocução, afirmou que só os jovens podem ajudar o país a ultrapassar as dificuldades, só eles podem apagar o desaire dos últimos dez anos, certamente com a experiência adquirida e graças ao conhecimento da vida real e do terreno, exortando-os a “sonhar mais alto” (que bonito) e a ir para a rua dizer o que pensam! Calha bem no Sábado está prevista uma manifestação de jovens!
Hoje o Presidente tomou partido, dividiu. Foi por isso que não gostei do discurso.
Eu bem sei que não traduzo a opinião de todos os portugueses, nem do meu partido, mas digo o que penso e ninguém tem nada que agradecer.
Aurélio Pinto



Aucun commentaire:

Enregistrer un commentaire