Fevereiro
de 2011
O
tempo passa e tudo recomeça, assim é a vida e assim é a vida dos
políticos de Portugal.
Qual
crise, qual carapuça, diz a opinião, o que se tem feito para
melhorar a situação de Portugal não conta! Está tudo mal; para
escorar tais afirmações põe-se em evidência tudo o que soa mal:
famílias sem direito a pensões, cortes nos ordenados, a senhora que
deu à luz na ambulância, as escolas que fecham, urgências dos
hospitais que deixam de funcionar e por aí fora, sem falar nos
pobres professores que até passaram a ser avaliados...
Pois
claro, tudo isto existe, tudo isto é triste...mas é um fado
necessário! A crise caiu-nos em cima, algumas imprevidências
fizeram que a maior parte dos portugueses tenha sido surpreendida por
ela. Surpreendidos e enganados. Quem é que lançou as campanhas de
vendas de carros ou casas a prestações sem se preocupar se os
clientes tinham realmente meios para pagar as dívidas contraídas? O
Partido Socialista? O engenheiro Sócrates ? O que é que foi feito
nos últimos vinte anos para preparar os cidadãos a enfrentar o
futuro? Para ajudar as empresas a produzir mais e melhor e a
encontrar o seu lugar no tão cobiçado mercado global? Quem é que
governou Portugal durante todo esse tempo? O engenheiro Sócrates?
Que
cada um tenha a coragem de admitir que gastou mais do que o que devia
ter gasto durante anos a fio e a crise será mais fácil de
compreender. Será também mais fácil de compreender que estas
acções e atitudes foram também prejudiciais para aqueles que tendo
menos meios, se encontram em posição mais desfavorável. De alguns
anos a esta data o Primeiro Ministro têm tomado iniciativas
extremamente corajosas (as tais que cito acima), pois difíceis de
suportar por todos aqueles que são atingidos. Ninguém gosta de
perder meios nem privilégios, nem mesmo de ser avaliado... mas
quando isso reverte positivamente a favor da maioria, santa
paciência, há que compreender o esforço pedido.
As
maternidades que fecham, as urgências que mudam de local, as escolas
que são substituídas ou reagrupadas; é claro que estorva alguns,
mas beneficia muitos mais, custa mais barato, é melhor e acaba até
por ser financeiramente melhor para todos.
Admito
que tudo o que este Governo tem feito merecia ter sido mais bem
explicado aos portugueses (de onde virá esta tendência dos
governantes a não explicar claramente o que fazem ? ), mas estou
certo que sem as corajosas medidas tomadas, a situação seria hoje
muito pior!
Governar
hoje é difícil, sem dúvida. Criticar é muito mais fácil! Diz-se
mal do que está feito, mas nunca ninguém conseguiu melhor. Cada
partido cada sentença, estão todos à espera do erro fatal que
possa fazer cair o Governo (?), ou... oxalá não caia senão alguém
tem de assumir e isso é mais complicado de que criticar! Os que
nunca governarão por falta de estofo político (e de votos)
apresentam soluções, ou moções (o ridículo não mata) do arco da
velha, inaplicáveis mas altamente apregoadas! Os que já governaram
e também já foram sancionados pelo mau trabalho feito (o que
obviamente fazem por esquecer...) dizem-se prontos a recomeçar, e lá
vão avançando... em marcha a traz.
Enfim,
“sete cães a um osso”, mas que osso duro de roer!
Haverá
na realidade quem tenha “dentes” para tal? Ou será “mais olhos
que barriga”?
Aurélio Pinto
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