Outubro
de 2011
Quem
é que pode deixar de acreditar nesta afirmação, quando se fala
aqui da eleição dada como certa, do Professor Cavaco Silva, actual
Presidente da República e candidato ao mesmo alto cargo a partir de
Janeiro de 2011?
Vejam
só o curriculum: Doutor em economia e Professor universitário nesta
matéria, Director de Gabinete de Estudos do Banco de Portugal!
Quando
a crise tem imenso ou exclusivamente a ver precisamente com esta
área, é certo que o Professor, na sua qualidade de novo Presidente
da República pode resolver; por isso todo o mundo acredita que ele
será eleito! Assim há quem diga.
A
não ser que o país se lembre de um certo desenrolar de situações
que provavelmente serão capazes de dar que pensar...
Nem
tudo o que luz é ouro:
O
Professor foi Ministro das Finanças entre 1980 e 1981; não resolveu
nada!
Foi
Primeiro Ministro de 1985 a 1995 – 10 anos em que Portugal ficou
numa lástima – nada resolveu!
É
presidente da República desde 2006. O que é que resolveu desta vez?
Ao
apresentar a sua candidatura no Centro Cultural de Belém, o
Professor Cavaco Silva erige-se agora como o candidato que pela sua
experiência, pode ajudar muito o País se for de novo eleito
Presidente da República!
Quem
é que pode acreditar nesta afirmação?
Será
que lhe foram precisos 15 anos a governar de uma maneira ou de outra,
para finalmente passar a ser positivo?
Tanto
tempo não chegou ao especialista que é, para ver chegar a crise
Mundial que forçosamente nos ia atingir, e principalmente para
evitar que ela nos atingisse. Não teve poderes para agir como
Ministro das Finanças ou como Primeiro Ministro? Não teve ocasião
para aconselhar e arbitrar enquanto que Presidente da República? É
agora, no próximo mandato que vai ajudar muito. A credito na sua boa
vontade, Só!
Evidentemente
que a culpa não tem sido exclusivamente do Professor Cavaco Silva,
também muitos dos seus partidários e opositores têm contribuído
para que Portugal chegue a este ponto.
Infelizmente
eu creio que a crise não vai acabar tão cedo, mais cedo deverá
acabar este modo de fazer Política em Portugal.
É
possível mudar, mas um sorriso nos lábios e mais promessas não
chega.
O
apoio daqueles que continuam a manter os níveis de vida que têm,
unicamente graças a uma economia que conduz ciclicamente ao caos,
não deve chegar para perpetuar uma situação de crise crónica,
elegendo aqueles que só nos podem dar mais do mesmo.
O
próximo Presidente da República portuguesa não pode ser um homem
ao serviço de outro (ninguém pode ser candidato em vez de...), nem
um veiculo de soluções inaplicáveis, embora por vezes muito belas.
Mas
a força conjugada de quem acredita que há outras soluções e que
não quer continuar mais quinze anos a viver as mesmas angústias,
poderá por termo a esta saga.
Aurélio Pinto
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