mardi 31 décembre 2013

Quem desdenha…

Fevereiro de 2012

Li no penúltimo número do Lusojornal uma crónica de opinião do advogado de Orléans, Conselheiro das Comunidades Portuguesas e assíduo colaborador do jornal, Carlos dos Reis, uma crónica com a qual discordei. E de tal forma discordei que preferi não responder logo, nem pela mesma via, para que passassem os vapores que me invadiram.
Perguntar-me-ão porque é que me enervei a tal ponto, o que é raro na minha pessoa. Acontece que quando leio a opinião de um advogado, Conselheiro das Comunidades e eleito numa autarquia (por modesta que ela seja), espero mais objectividade, melhor conhecimento do assunto de que se fala e principalmente que o discurso não seja tendencioso e contrário à promoção da solidariedade que tanta falta faz entre portugueses expatriados.
Carlos dos Reis fez um discurso demolidor sobre o Conselheiro de Paris e adjunto ao Presidente da Câmara de Paris 14. Tentou demolir o seu passado e o seu presente e até tentou torná-los invisíveis. Em suma, na opinião daqueles que conhecem Hermano Sanches, as suas capacidades, qualidades de trabalho e principalemente as realizações que ele iniciou ou nas quais colaborou, tanto em França (e não só em Paris...) como em Portugal, cobriu-se de ridículo.
Hermano Sanches também tem defeitos, mas é a trabalhar e a agir que os vai mostrando; por vezes são difíceis de aturar, é verdade, mas as qualidades superam de longe esses defeitos. Se atendermos ao facto de que o bem da Comunidade esteve sempre no caminho dos seus objectivos, posso mesmo afirmar que sem o Hermano Sanches e a sua “insignificância”, a Comunidade estaria ainda pior.
Não vou falar da “Cívica”, porque não quero abrir polémicas e porque entendo que não vale a pena falar dela. Quanto à “Activa”, veremos quais os patamares que atingirá daqui a uns anos... só depois talvez valha a pena falar; para já, sei que anda por lá gente de qualidade.
Ao tentar deitar abaixo Hermano Sanches, Carlos dos Reis não se terá apercebido que afinal estava (talvez inconscientemente) a tentar auto promover-se? Assim é quando se cita tudo o que se fez na vida, com o cuidado de pôr em valor as suas próprias acções.
No número desta semana, o Lusojornal publica o direito de resposta de Hermano Sanches e também um artigo de Rebeca Abecassis, jornalista de Lisboa. Estou de acordo com ambos. Mas a minha opinião não conta... eu não sou nem Conselheiro nem autarca... mas vale o desabafo!
Aurélio Pinto



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