Fevereiro
de 2012
Li
no penúltimo número do Lusojornal uma crónica de opinião do
advogado de Orléans, Conselheiro das Comunidades Portuguesas e
assíduo colaborador do jornal, Carlos dos Reis, uma crónica com a
qual discordei. E de tal forma discordei que preferi não responder
logo, nem pela mesma via, para que passassem os vapores que me
invadiram.
Perguntar-me-ão
porque é que me enervei a tal ponto, o que é raro na minha pessoa.
Acontece que quando leio a opinião de um advogado, Conselheiro das
Comunidades e eleito numa autarquia (por modesta que ela seja),
espero mais objectividade, melhor conhecimento do assunto de que se
fala e principalmente que o discurso não seja tendencioso e
contrário à promoção da solidariedade que tanta falta faz entre
portugueses expatriados.
Carlos
dos Reis fez um discurso demolidor sobre o Conselheiro de Paris e
adjunto ao Presidente da Câmara de Paris 14. Tentou demolir o seu
passado e o seu presente e até tentou torná-los invisíveis. Em
suma, na opinião daqueles que conhecem Hermano Sanches, as suas
capacidades, qualidades de trabalho e principalemente as realizações
que ele iniciou ou nas quais colaborou, tanto em França (e não só
em Paris...) como em Portugal, cobriu-se de ridículo.
Hermano
Sanches também tem defeitos, mas é a trabalhar e a agir que os vai
mostrando; por vezes são difíceis de aturar, é verdade, mas as
qualidades superam de longe esses defeitos. Se atendermos ao facto
de que o bem da Comunidade esteve sempre no caminho dos seus
objectivos, posso mesmo afirmar que sem o Hermano Sanches e a sua
“insignificância”, a Comunidade estaria ainda pior.
Não
vou falar da “Cívica”, porque não quero abrir polémicas e
porque entendo que não vale a pena falar dela. Quanto à “Activa”,
veremos quais os patamares que atingirá daqui a uns anos... só
depois talvez valha a pena falar; para já, sei que anda por lá
gente de qualidade.
Ao
tentar deitar abaixo Hermano Sanches, Carlos dos Reis não se terá
apercebido que afinal estava (talvez inconscientemente) a tentar auto
promover-se? Assim é quando se cita tudo o que se fez na vida, com o
cuidado de pôr em valor as suas próprias acções.
No
número desta semana, o Lusojornal publica o direito de resposta de
Hermano Sanches e também um artigo de Rebeca Abecassis, jornalista
de Lisboa. Estou de acordo com ambos. Mas a minha opinião não
conta... eu não sou nem Conselheiro nem autarca... mas vale o
desabafo!
Aurélio Pinto
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