Março
de 2009
Por
estes dias tenho viajado bastante entre Portugal e França, por
obrigação da minha nova função se Secretário Coordenador da
Secção PS Português de Paris. É sempre bom ir “à terra”, ver
os amigos - neste caso - e camaradas, ouvir as pessoas, ler os
jornais e ver as televisões que não chegam cá, ou às quais eu
próprio não chego...
Fiquei
feliz por ter assistido a dois momentos importantes do partido
socialista, o primeiro na qualidade de Delegado ao congresso de
Espinho, eleito pelos meus camaradas, o segundo como membro da
Comissão Nacional que elegeu os diferentes órgãos do partido, no
passado dia oito em Lisboa. Feliz porquê? Porque vi um partido
coeso, unido, com obra feita, com projectos e com muita gente com
capacidade e vontade de por o nosso país no bom caminho. Feliz,
porque assisti a um Congresso de um mar de gente que não tem
vergonha de mostrar que está contente por estar ali, que está
orgulhosa do que foi realizado, que procura o debate, que não teme
as críticas, mas que não exclui ninguém! É claro que tal coesão
põe em evidência o Secretário Geral, ainda bem que o PS tem como
de costume, um verdadeiro leader.
Mas
também fiquei desiludido com a atitude dos média; fazem-me lembrar
a história do burro, nos cestos do qual o dono punha toda a carga só
de um lado e depois admirava-se que o burro não andasse para a
frente! Os média estão a tomar os Portugueses por burros, só
carregam o cesto do negativismo (ajudados pelos partidos que não têm
nada a propor) deixando a carga do outro cesto, aquilo que de
positivo tem sido feito, no fundo da loja. Para dizer (como o dono do
burro) que nada avança.
Mas
valha-nos o juízo dos portugueses, senão vejam só: na última
sondagem Artimagem
publicada no Correio da Manhã, com dados de fins de Fevereiro, podia
ler-se: opiniões favoráveis, PS 38,3%, PSD 24%. O melhor candidato
a primeiro Ministro, José Sócrates 48,3%, Manuela Ferreira Leite
20,5%. A escolha de Vital Moreira para liderar a lista PS às
eleições Europeias foi, Boa 43,1%, Má 16%.
Como
lembrou Sócrates no Congresso “o povo é quem mais ordena”.
Aurélio Pinto
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