Abril
de 2011
Se
o guarda redes do Villarreal exigisse que o Falcão não jogasse na
segunda volta todos os aficionados do desporto rei apanhavam uma
barrigada de riso, está visto.
No
entanto quando um responsável de um partido político (que ainda não
sabe se vai ser eleito) afirma que não aceita trabalhar com o
responsável do seu principal adversário, não me dá nenhuma
vontade de rir. Não aceitar o diálogo antes das eleições apesar
de todos os conselhos de homens experientes, sabendo-se que
obviamente esse diálogo seria útil para Portugal neste momento tão
delicado, já é perigoso. Empurrar eventuais negociações para
depois das eleições é pretensioso. Tentar escolher os adversários
é antidemocrático.
Ou
será isto uma atitude para esconder uma falta de experiência para
exercer cargos públicos de certa craveira ? Ou falta de segurança
nos apoios internos ? Ou falta de programa governativo? Ou só
simplesmente medo da responsabilidade ?
Um
amigo jornalista de Toronto, que não partilha as minhas opiniões
políticas, enviou-me uma mensagem a dizer que não queria “mais do
mesmo”, referindo-se a José Sócrates e ao Governo Socialista.
Pois bem meu caro, somos milhares a preferir mais do mesmo! Não
gostamos nada de “sabe-se lá o que será”.
Uma
coisa é certa, se não houver muito mais seriedade nas atitudes dos
responsáveis de todos os partidos, se não houver muito mais
realismo na maneira de agir de todos os portugueses, espera-nos um
futuro que terá de procurar outro qualificativo, porque “à rasca”
não chegará para o definir.
É
evidente que a situação de Portugal é gravíssima, as dificuldades
são muitas e vão certamente e infelizmente aumentar, no entanto
esta “conversa” de geração à rasca hoje, não me convence,
creio que quem faz afirmações deste tipo devia consultar o passado,
comparar situações e respeitar a História recente do nosso País.
Como dizia alguém de muito sério, “sempre desconfiei de quem vai
às manifestações de táxi...’
Uma
coisa é certa, o Falcão não vai deixar de jogar para conforto do
Villarreal na segunda volta, e os partidos continuarão a eleger os
seu próprios leaders!
Aurélio Pinto
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