Abril
de 2012
O
ensino nas Comunidades? Embora não seja perito nesta matéria sempre
vou dar a minha achega, pois força é de constatar que o o ensino
do Português tem sempre sido muito maltratado por todos! Há muito
tempo...
Maltratado
pelos Governos que, banalizando a existência de tantos milhares de
portugueses por esse mundo fora, vai também banalizando a própria
Língua Portuguesa, como se nem essa
Pátria
podéssemos conservar quando saímos do País. Esta atitude levou
muitos homens de boa vontade a organizar cursos nas associações ou
a criar associações para dispensar cursos. Honrosas decisões que
no entanto muitas vezes também maltrataram o ensino, fazendo muitas
crianças perder horas da sua juventude, para aprender uma língua
mal ensinada, por professores incompetentes e em associações sem
meios. É bom que se saiba que muitas associações queriam “dar
Português” ou “dar Escola” para não ficar atrás das que já
o faziam. Normalmente nestes casos o ensino era (é?) maltratado!
Rendo já de seguida homenagem aos dirigentes associativos que
promoveram o ensino, com dificuldades mas com muito mérito, sabendo
escolher os professores e com objectivos de resultados, sem pensar no
belo efeito que isso daria para o seu ego; houve bastantes
felizmente.
A
Coordenação do Ensino, em muitas ocasiões coordenando mal ou não
coordenando coisa nenhuma, também maltratou o ensino.
Os
professores autoproclamados que enganaram as associações par ganhar
“pipas de dinheiro”, maltrataram tudo e todos menos os seus “pés
de meia”.
O
Governo Francês também maltratou o nosso ensino pois sempre avançou
em marcha atrás nas negociações que se iam tentando fazer.
Os
pais dos alunos que, ou por não medirem a importância ou por
desleixo, não ajudaram aqueles que tentavam melhorar a situação.
O
Acordo (?) Ortográfico sem nexo que nos vai sendo impingido maltrata
também a Língua Portuguesa.
E
agora, para cúmulo, vem um novo Governo, ainda com mais desprezo
pelos portugueses que vivem fóra do país, sabordar os postos de
trabalho dos professores, sem respeito por nada nem por ninguém, sob
pretexto de reorganização e de economia...
“A
propósito de economias, passem para cá 120€, que é para isso que
vocês servem!”
Aurélio Pinto
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